quinta-feira, 13 de junho de 2013

Mi faz feliz

Para iniciar nossa conversa se fazem necessários alguns conhecimentos musicais básicos. Você sabia que um violão tem seis cordas - que podem ser de aço ou de nylon? Sabia que de cima para baixo as três primeiras se chamam bordões e as três últimas são as primas? Antes de qualquer piada, não, não conheço as irmãs, tias ou sobrinhas, apenas as primas. Ainda de cima para baixo a primeira corda reproduz o mi, a segunda o lá, a terceira o ré, a quarta o sol, a quinta a si e a última o mi novamente.

Pois vejam que curioso o mi, surge duas vezes. Certamente ele há de ser importante nessa história toda. Não sei sua real importância no contexto musical, mas para mim ele tem um significado particular que quero compartilhar fantasiosamente com vocês.

O bordão fala aqui.
A prima responde acolá.
tom... tim... tom... tim...
São uma única nota, mas que vibram diferentemente. Têm a mesma afinação e mesmo distante - por quatro outras cordas - não se perdem um do outro... tom... tim... tom... tim... diz ele, responde ela.
Um bordão grave, pesado. Uma prima aguda, suave.
Como podem ser tão iguais e tão diferentes? O ying yang já nos explicou.
Em um acorde o bordão mi entra com o baixo, o pé da canção, aquilo que o fixa, dá peso e razão. Enquanto a prima mi flutua e distribui sua delicadeza ao acorde, um toque de doçura e devaneio.
Nasceram assim, para compor o mundo juntos, formando acordes e canções e trazer felicidade aos corações.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Esquecimento

http://www.conjur.com.br/2013-jun-05/stj-aplica-direito-esquecimento-primeira-vez-condena-imprensa

domingo, 2 de junho de 2013

Tempos modernos

Como era mesmo o mundo antes do Facebook?
Hummm... deixe-me ver se lembro...
As fotos não eram instantâneas. Isso, a gente não sabia como tinha sido a viagem antes de a pessoa voltar de lá... parece que já existia e-mail... mas não lembro se usávamos... 

E pra conversar com outras pessoas? Bem, salvo engano, existia um troço chamado Menssenger ou Messeger ou Messenger, algo parecido com isso... Ah, lembrei! MSN!!! Puxa, era até legalzinho "Bebelzinha acabou de entrar" e a cada conversinha fazia "bululup", eram tantos "bululups" de uma vez, vários emoctions e tals... puxa a gente conversava muito! Se eu forçar a minha memória um pouquinho antes... humm... tá vindo... tá vindo! Lembrei! Mensagens no celular! Era bem parecido com o Whatsapp de hoje, só que com beeem menos recursos... tínhamos que nós mesmos desenhar menininhos, menininhas, formiguinhas, gatinhos, carrinhos, peixes usando apenas pontos, parênteses, acentos, travessões. Sim, éramos mais criativos naquela época.

Ah, aquela época... Passaram-se dez anos de lá pra cá. Sim, amigo leitor, dez anos! Faz dez anos que você recebeu aquela mensagemzinha bonitinha do paquera da escola. Olhe no espelho e ele te confirmará que o tempo passou. Talvez por isso eu me espante ainda ao acompanhar online as férias de alguém no exterior. Em apenas dez anos saímos das fotos tiradas com rolos de filme (reveladas até meses após o clique) e fomos para as fotos instantâneas (no significado mais literal que essa palavra possa ter, que é pra frisar bem o quanto não há mais barreiras temporais entre o fato e o conhecimento amplo e geral). 

Eu não consigo imaginar o que vem depois disso. Quer dizer, até consigo. Já li sobre os tais óculos que projetam uma tela na sua frente e que se pode acessar a internet. Eis o nosso futuro: viver virtualmente. Ainda nos encontraremos no bar, cada um com seu óculos-computador na cara, mas não se ouvirá um pio na mesa. Faremos um chat em alguma rede social (lamento, mas até lá o Facebook estará obsoleto) e trocaremos informações com outros grupos em outros chats, sentados em outras mesas de outros bares. Parece chato? Hoje sim, entretanto, há dez anos se disséssemos para alguém que não nos sentaríamos mais no portão de casa à noite, para conversar, enquanto as crianças jogavam queimada na rua e que, em vez disso, ficaríamos trancados em nossos quartos, na frente do computador conversando com outros amigos também trancados em seus quartos... bem, isso soaria um tanto quanto enfadonho, não é mesmo?! Mas é o que há!