quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Dá licença que quero passar

No trânsito é onde surge a maioria das minhas inspirações. Fico absorta em pensamentos nem sempre muito elegantes. Agora há pouco mesmo lá estava eu pensando sobre o tempo. Será que o dia tem o mesmo tamanho para todas as pessoas? Por que parece que o meu dia é menor do que o dos outros? Ninguém tem a mesma pressa que eu enquanto dirige. Considero o tempo que estamos no trânsito absolutamente perdido (exceto pelos meus pensamentos - nem sempre elegantes). Fico muito indignada quando vejo alguém trafegando pela pista da esquerda pachorrentamente, como se nada de bom o estivesse esperando em seu destino e ainda se dando ao luxo de atrasar o alheio.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Apelo em favor das avós

Este é um post de apelo. Hoje quero falar para todos os meus amigos e amigas que ainda não tiveram filhos. Gente, vamos engravidar! Vamos dar de presente aos seus pais o doce prazer de ser avós. Vocês estão sendo egoístas em negar essa oportunidade ímpar na vida deles. Você, minha amiga que está me lendo nesse momento, coloque-se no lugar da sua mãe. Ela, com um monte de amigas que já são vovós, contando as proezas do seus netinhos e as pobrezinhas lá... a ver navios, sem ter como compartilhar com as amigas as benesses de ser uma vovozinha. O que são nove meses segurando uma barriga, inúmeras noite sem dormir, pacotes e mais pacotes de fraldas, litros e mais litros de leite, perto do prazer de proporcionar à sua mãezinha essa alegria? Lembre-se de tudo que ela já fez por você, sua ingrata!

Portanto, eu vos peço que engravidem e dêem aos seus progenitores a honra de poder compartilhar as travessuras dos netinhos com as amigas dela. Sua mãe certamente está na casa dos cinquenta, ou bem próxima dela, não é justo viver cinco décadas em prol apenas dos filhos. Chega de atrair o centro das atenções apenas para você! Então, se você tem mais de trinta anos e reclama de não ter um namorado, faça uma produção independente. Agora, se tem mais de cinco anos de casada e ainda não embuchou, ah, faça o favor, né?





sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

De mãe para filho

Na condição de mãe, eu sou obrigada a oferecer o que há de melhor para o meu filho (desde que esteja inserido em minhas condições financeiras, é claro). Nesse sentido, faz-se necessário que eu tenha profundo conhecimento daquilo que é consumido pelo meu pequeno. Sabe, é tipo quando você toma uma dose de xarope pra saber se o sabor é aceitável. Mas não é sobre medicamentos que quero falar. Estou aqui repassando uma experiência importantíssima e que deveria ser seguida por todos os pais que amam seus filhos. É um assunto muito sério, gente! Não é brincadeira! Estou falando de desenhos animados. Isso mesmo! Apesar de ultimamente a moda ser as fantásticas produções em 3D, cheias de efeitos e piadas adultizadas eu aindo insisto nos MEUS desenhos animados. Sim, eu assisti Pica-Pau quando criança e nem por isso fiquei perversa e trapaceira como ele. Assisti aos desenhos da Disney e não me tornei homossexual. Vi todas as mensagens sublimares do Rei Leão e não precisei ir ao psiquiatra por isso. Portanto, defendo sim os desenhos da minha época e tenho muito orgulho de dizer que coloco meu filho para assistí-los. 

Infelizmente, tenho de lançar mão da pirataria para dar esse gostinho ao meu filho. Compro DVDs de dois reais na feira e na minha aquisição de ontem vieram Pantera Cor-de-Rosa, Tom e Jerry, Tutubarão, Capitão Caverna, Zé Colméia, Os Smurfs, Denis - o Pimentinha, Pernalonga e sua turma, Os Flinstones e Cavaleiros do Zodíaco (esse último para mim). E sinto que acertei na escolha quando o ouço dando gaitadas na sala com uma estripulia de algum dos personagens. Fico mais a vontade sabendo que meu filho está vendo desenhos que já assisti. Como não tenho tempo para aferir se o Ben 10 é um bom moço, se Gumball é propaganda de chiclete ou o que seria Mutante Rex, prefiro não trocar o certo pelo duvidoso. Não sei o que o Pedro acha a respeito, não sei se ele preferia assistir aos desenhos da "moda", entretanto tenho de aproveitar enquanto eu sei o que é melhor pra ele, porque daqui uns dias... ah, daqui uns dias... adolescência... ai, não quero nem pensar. O melhor a fazer é me sentar ao lado dele num dos episódios do Manda-Chuva e curtir o momento.

P.S.: Caso alguém queira  nos visitar e fazer um revival, estamos aí! Faço até pipoca!

domingo, 9 de dezembro de 2012

Oração

Deus, o Sr. lê meu blog?
Então me ajuda, vai!

domingo, 25 de novembro de 2012

Experimente Aniversários

Eu juro, juro de pé juntinho, juro pela minha coleção de Poupançudos, que um dia eu experimento o tal Aniversários que tanto me oferecem no Facebook.

Desconfio que seja um entorpecente novo que criaram e usam esse pseudônimo inofensivo pra maquear seu alto poder de viciar as pessoas. Sim, porque percebo que mais e mais pessoas estão experimentando essa coisa e influenciando outras a experimentá-la também.

Então, faço aqui, diante de vós uma promessa: eu vou experimentar o tal Aniversário! E digo mais, isso tem até data para acontecer. Será dia 21 de outubro de 2013! (E se eu gostar, quero repetir todo ano.) Não percam! Será o evento do ano!

Já vejo até as manchetes do jornal do dia 20. ANA PAULA SE PREPARA PARA EXPERIMENTAR ANIVERSÁRIO AMANHÃ. Logo abaixo, JOVEM DE 27 ANOS, INFLUENCIADA POR REDE SOCIAL, DECIDE ENCARAR NOVO DESAFIO E DESCOBRIR COMO É O TAL ANIVERSÁRIO.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

NÃO É PROIBIDO ou COMO..., parte II

1ª abordagem:
 Assim que chegamos avistei um produtor de camisa branca:
-Oi, boa noite! Olha eu preciso de um grande favor seu. Quero saber como eu faço para entrar no camarim e tirar uma foto com a Marisa depois do show.
-Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém.
-Ah, mas deve ter um jeito. Alguém que seja corrompível. (risos) Só me diz quem eu devo subornar para conseguir entrar lá.
-Tenta falar com alguma das produtoras que ficam do lado do palco no final do show. Quem sabe, né?
-Beleza, vou falar pro meu namorado jogar um charme pra elas. (risos)

Transcorre-se todo o show e na hora do bis eu chamo a Amiga.
-Amiga, vou tentar falar com alguém pra entrar no camarim. Quer vir comigo.
-Quero.

2ª abordagem:
Dois vigilantes com formato de guarda-roupa na entrada do palco.
-Opa! Tudo bom? Tô querendo saber quem eu tenho de subornar para entrar no camarim. (risos) Como é que eu faço para entrar lá, hein?
-Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém. (Segurança 1)
-Essa aí é difícil, viu? Ninguém. Ninguém  mesmo!
-Putz! Mas eu tive informações extra-oficiais, privilegiadíssimas de que se eu falar com a pessoa certa, ela me põe lá dentro! Eu só quero saber quem é... (sorriso charmoso)
Continuo ali, no mesmo lugar, insistindo a todo momento e brincando com eles:
-Eu vou subir nesse palco, hein, e vocês vão ter de correr atrás de mim. Tô avisando... (mais sorrisos)

3ª abordagem:
Chega uma produtora loira, tirando fotos. Ela pede para que eu tire uma foto dela com a Marisa ao fundo:
-Claro! E eu vou negar um favor à mulher mais bacana desse teatro e que vai me colocar lá dentro do camarim? (risos)
Tiro a foto com todo empenho.
-Tô falando sério. Me ajuda a tirar uma foto com ela.
-Ih, num vai ter jeito, não. Ela não recebe ninguém.
(a essa altura percebi que essa era a fala padrão)
-Mas eu tenho certeza que você pode me ajudar.
-Não. Eu sou uma reles prestadora de serviço aqui. Num tenho moral pra nada, não. Mas se aparecer alguém dos que podem eu te mostro. (tipo, senta lá, Cláudia)
Mas a Cláudia aqui não senta! Jamais!

4ª abordagem:
Produtora gorda com cabelo de vassoura.
Falei o mesmo discurso para ela e a lambisgoia seguiu andando. Nem me deu atenção.


O show termina.


5ª abordagem:
Segurança legal da porta do corredor que dá acesso ao camarim.
-E aí, tudo bem? Essa galera (mó galera na porta) tá aqui na esperança de alguém entrar, é?
Sim com a cabeça.
-Opa! Então aqui é meu lugar! Queria muito entrar, mas tá complicado, né?
Sim com a cabeça de novo.
-Me deixa entrar, moço?
-Não posso, moça!
-Não, é que você fez sim com a cabeça duas vezes, vai que saía mais um, né? De repente... (risos meus e dele)
Eis que sai uma velhinha na porta e diz:
-A Marisa não vai atender ninguém hoje, porque está muito cansada e (blá-blá-blá...)
Olho para a Amiga e digo que não vai ter jeito mesmo, não...
-Não, vamos esperar mais um pouquinho! Vai que...
-Certo!
Continuo a conversa com o segurança:
-Difícil, viu, cara! Que que a gente faz nessas horas? Será que ela tá no Castros? Vou pra lá ficar na porta esperando ela. (sempre sorrindo)
-Por que você não a espera na saída daqui do teatro?
-Ah, mas a saída aqui pros famosos num é uma passagem secreta, não? Tipo, subterrâneo?
-Nããããoo... Eles saem naquela portaria ao lado da que você entrou, sabe?
-Tá brincando? Sério mesmo?
E rumamos para lá! Eu sempre soube que é preciso falar com as pessoas certas na hora certa. Mas nunca imaginei que essa pessoa seria um segurança, sabia?

Momentos finais:
-Chegamos na tal portaria do estacionamento, dois armários de terno lá também. Cumprimentei-os e fomos entrando. Paramos ao lado do Azera que já estava inclusive ligado e com as portas abertas esperando-a. Daí passa por nós o primeiro produtor, o da camisa branca, e grita para os vigilantes não deixarem ninguém entrar. Depois sai a tal produtora loira que disse que não tinha poderes, olhou para nós com cara de "foi mal, aê". E saem músicos, e produtores e mais músicos e cadê a mulher gente!?
Já estava com medo de algum segurança vir me pegar pelo braço.
-Ana, ela tá vindo! - avisou meu namorado.
Preparei a câmera, ela olhou para mim, mas virou as costas para conversar com uma pessoa...
Quando voltou novamente:
-Marisa, tira uma foto comigo?
-Claro. Vem aqui. Mas tem que ser rapidinho.
Abracei-a e falei um monte de coisas que fãs falam. Ela me entregou um autógrafo e perguntou se eu havia gostado do show.
-Foi o melhor show da minha vida! Muito obrigada! Parabéns!

Epílogo:
Saí andando dali não sei como.




quinta-feira, 15 de novembro de 2012

NÃO É PROIBIDO ou COMO CONSEGUIR UMA FOTO COM SEU ÍDOLO EM 20 MINUTOS, parte I

Eu sou uma pessoa de muita sorte. Nem sei porque eu sou tão mal humorada às vezes (aliás, às sempres)... Na verdade eu sei, mas não quero falar. Eu quero falar é sobre a Marisa Monte e como eu consegui abraçá-la ontem. Não faço exatamente a linha tiete, não pertenço a fã-clube, não mando cartinhas, não tenho poster na parede do quarto (por mais teenager que isso possa parecer, sei de gente - adulta - que tem... ou iéar...), entretanto, a admiro pra cacete! Acho-a bonita, sensível, com uma belíssima voz, muito competente no que faz, discreta e educada (raridade entre os artistas de hoje).

Em 2001 conheci algumas músicas da Marisa. Tive até a audácia de pensar em cantar Bem Que Se Quis num festival da minha cidade, mas meu anjo da guarda, sempre muito prestativo e atento, não permitiu e me poupou desse provável fiasco. Não que eu seja desafinada, quer dizer, não muito, mas é que é preciso uma dose generosa de talento para conseguir chegar próximo de uma música interpretada por ela. Enfim, não cantei e fui muito feliz. Em 2003, ganhei de presente da Maianí o livro Marisa Monte : Memórias, Crônicas e Declarações de Amor, simplesmente fantástico. Contém fotos e letras cifradas das músicas do álbum homônimo. Quando comecei a trabalhar tive condições de adquirir mais produtos dela: um CD aqui, um DVD acolá. Em janeiro de 2007 ela veio à Goiânia com a turnê Universo Particular. Fui a terceira a chegar no local do show,  precedida por um casal gay indubitavelmente mais loucos por ela do que eu. Levei meu livro comigo e ao ver o tal casal entregando um idêntico a uma produtora do show pedi que levasse o meu também para pegar um autógrafo dela. Depois que vi aquela produtora indo corredor a fora com meu lindo livrinho nas mãos bateu um medo de nunca mais vê-lo. E se ela o entregasse a outra pessoa por engano? O jeito era acreditar e torcer. Mas meu anjinho não brinca em serviço e eis que no final do show eu encontro a guria e recupero meu pertence devidamente autografado pela autora. Meu coração se encheu de júbilo naquele momento.

Este ano, ao saber que MM viria novamente à Goiânia, falei para o meu namorado que gostaria muitíssimo de ir e que esse ano não ficaria na plateia lateral como em 2007. Meu amor, solícito e adorável como sempre, se prontificou a comprar os melhores ingressos... Normal? Sim, se não fosse o preço anormal. Contudo, é um show da Marisa Monte, véi! Show nada! Es-pe-tá-cu-lo! Obrigada, meu bem! Você me proporcionou uma alegria ímpar! Aliás, você tem me proporcionado várias. Obrigada! O show foi lindo! Perfeito!

Agora, tão bom quanto o show foi ter realizado a façanha de tirar uma foto junto a ela. Não percam o próximo post. 


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Comida pra viagem

Todo mundo já conversou com alguém que tinha alguma coisa pregada no dente. Por algum motivo ficamos inquietos quando algo foge do padrão. Por mais que a fugidinha seja um insignificante fiapinho de couve ou uma casquinha de feijão preto. Entretanto, o que tenho a lhes contar é pior que qualquer couve ou feijão. Tratava-se de um arroz. Um, não! Eram três! Três gigantescos grãos de arroz. Onde? 

Sabe aqueles caras que andam com os três primeiros botões da camisa abertos, têm uma correntinha com um crucifixo no pescoço, palito de dente no canto da boca e peito cabeludo (aqueles cabelos pretinhos bem enroladinhos)? Pois é. Os pobres arrozinhos estavam emaranhados nesses tufos de cabelos peitorais. Argh!

Eu queria que algum psicanalista, psicólogo, filósofo, médico ou pai-de-santo me explicasse o porquê da minha reação tão adversa àqueles grãozinhos grudados ali. Seria o biótipo do cara? Ou a imagem da cena dele comendo de boca aberta? Ou ele limpando os dentes com o palito e engolindo a carne que tira entre os dentes? Não sei.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em público

Certa vez, na faculdade, o professor de cinema (que é um crítico renomado em Goiânia) nos levou para assitir ao filme Dália Negra. A projeção era realizada uma vez por semana, à tarde, só para que ele pudesse analisar e dar as estrelinhas dele no jornal. Achei a experiência o máximo! Um filme exibido exclusivamente para um grupo seletíssimo de pessoas e eu estava entre elas. Uau!

Daí, ontem tive uma experiência similar. Não tão gradiosa quanto da outra vez, mas igualmente gratificante. Fui ao cinema com meu filho, numa segunda-feira, pegar a sessão das 15h, no mês de outubro (que não é sequer férias escolares). O filme era 31 Minutos, uma produção baseada na série homônima exibida em canal fechado até alguns anos atrás. Pra falar a verdade, era bem fraquinho. Nem Pedro, nem eu gostamos de filme com bonecos - só gostei de Muppets e, mesmo assim, quando era criança. Enfim, o espetáculo não trouxe nada de espetacular, mas o contexto... ah, o contexto... Esse sim merece minha atenção. A sala estava completamente vazia. Dezenas de cadeiras e nenhuma pessoa, nenhumazinha. Minto. Vi uma cabeça na sala de projeção, mas ela não conta, porque certamente estaria ali fazendo qualquer outra coisa, menos partilhando comigo aquele momento único em que éramos os únicos. 

Lembro sempre da menina (esquizofrênica?) do filme Edifício Master ao dizer que sentia um prazer velado quando ela entrava no elevador e não tinha ninguém e que se sentia feliz por não encontrar pessoas. Não que eu seja anti-social, mas quem nunca sentiu vontade de estar num lugar público completamente à vontade. Todo mundo já quis tomar banho de piscina pelado! O quê? Você não?! Ah, fala a verdade! Aquela parada de A Lagoa Azul e tals... Nunca? Véi, cê num é normal...

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Leituras

Eu leio um pouco sobre a Seicho-No-Ie e, às vezes, fico muito assustada. Eles falam umas paradas de forças do Universo, mentalização, agradecimento e quando se começa a acreditar nisso e ver que realmente funciona, me impressiona. De uns tempos para cá, basta que eu acredite em certas coisas e é pá! Lá estão elas se realizando. É óbvio que também não sou sacana ao ponto de desejar ganhar na sena, aí também, não, né? Contudo, alguns fenômenos acontecem e me deixam tresloucada.

Agora, o que me assusta mais ainda são alguns leitores desse blog. Anônimos, como sempre, mas que fazem comentários tão perspicazes em postagens tão antigas (aquelas que imaginava que ninguém mais leria) que me arrepiam os pelos dos braços. Deixei de me expor tanto aqui neste blog, porque vocês já estavam me conhecendo demais, entretando, acho que ainda continuam me lendo nas entrelinhas das postagens antigas. Pra mim, soa como algo reconfortante e estranho ao mesmo tempo. Eu que sempre fui apagadinha na escola, que nunca me destaquei em quase nada, tenho pessoas que "gastam" alguns de seus preciosos minutos para me ler e decifrar.

Todavia, não posso deixar de agradecê-los mais uma vez.

domingo, 16 de setembro de 2012

Vendedores, parte I

O que é carma? Não sei. Nunca estudei profundamente o assunto. Só sei aquilo que todo mundo fala. Que é uma sina que temos de cumprir, tipo uma missão na vida. Se for isso mesmo, descobri um dos meus carmas: vendedores.

Tudo começou em Itapuranga, quando o meu maior pavor era de não passar no vestibular e acabar sendo vendedora em uma loja de calçados de uma cidade interiorana. Nada contra elas! Muito pelo contrário, são muito úteis! Mas isso nunca foi o que eu sonhei pra mim. Nem de longe! Daí vim para a cidade grande e aqui fui posta à prova diversas vezes por esses sagazes devoradores da paciência alheia.

domingo, 9 de setembro de 2012

Justiça seja feita

Eu não sou uma pessoa desenvolvida espiritualmente. O meu espírito não é evoluído. E eu não sou uma pessoa cem por cento boa e caridosa. Confesso que me empenho em ser, entretanto, nem sempre consigo. Dificilmente faço coisas ruins, mas pensá-las... ah, isso eu faço sempre! Não sou muito vingativa, contudo me regozijo quando vejo aquele meu desafeto se dar mal. Como já disse, não provoco o mal, mas fico feliz quando voa merda no ventilador daquele filho-da-puta que algum dia me sacaneou. Chamo isso de "justiça divina".

Só comecei a escrever este texto porque estava aqui me recordando de um sonho que tive essa noite. No meu sonho o Adolfo (nome fictício) se fudeu - literalmente. Nem sempre foder é ruim, mas no caso dele, foi. Uma fodida das trevas. Jesus! Mas o que esse tal Adolfo te fez, Ana?! Não posso contar. Infelizmente não posso contar o santo, não posso contar o milagre e nem a projeção da "justiça divina" que aconteceu em meu sonho. O que eu posso dizer é que acordei hoje com um tênue sorriso nos lábios, uma leve satisfação de que, ao menos por alguns minutos, eu vi o Adolfo se estrepar.

Véi! Mas eu não faço isso com qualquer um, não! Não é qualquer pessoa quem tem a honra de receber as minhas poucas vibes negativas, viu? Se fosse um chapa meu, ou um passante qualquer, ou o carinha que vende doce na esquina, eu teria ajudado... Porém, era o Adolfo...

domingo, 19 de agosto de 2012

É difícil (edifício) na areia

Final de tarde é hora de brincar.
Lá se vai Pedro Paulo construir grandes edifícios na areia.
-Mamãe, pega água pro Pedro, por favor?
-Não, filho. Hoje é só areia. Não vai brincar com água, não, viu?
-Não?
-Não.
Voltei para dentro de casa. Após alguns minutos, fui conferir como o rebento estava.
Para a minha surpresa a areia estava molhada.
-Filho, onde você arrumou água?
-Mijei, mamãe.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Um marco na Lorota da Rosa

Hoje este blog que vos fala completou 10.000 visualizações. Não sei se é bom ou se é ruim, mas quero comemorar assim mesmo.
Garçom, champagne! Não tem? Como assim, não tem? Crise? Que crise, rapá? Tem crise aqui no Brasil, não! Isso só tem na Europa e nos Estados Unidos. Desde que o PT assumiu essa margaça não se ouve mais falar em crise, no máximo, passam por aqui algumas marolinhas...
Então deixemos a bebemoração de lado e comemoremos de outra forma.
Quero marcar o dia de hoje com um enorme agradecimento.
Google, muito obrigada!! Muito obrigada por trazer todos os dias dezenas de pessoas pesquisando assuntos diversos e que, paraquedisticamente, caem no meu blog.
Leitores fiéis mesmo eu sei que tenho poucos. Afinal, ninguém suporta textos mal escritos, prosas entediantes e falta de periodicidade - sim, estou sendo modesta e humilde - a menos, é claro, que seja muito meu amigo (ou  inimigo). A esses poucos amigos que me leem, também dedico o meu muitíssimo obrigada! Aos inimigos, vá procurar o que fazer!
Agradeço ao Pedro e aos meus clientes aloprados que, vez ou outra, me rendem alguma história.

Viva a internet!
Viva!
Viva aos blogs!
Viva!
Viva a liberdade de ir e vir, escrever e apagar, falar e calar, dizer e desdizer!
Viiiivaaaaa!!

domingo, 5 de agosto de 2012

Pedalando, pedalando na bicicletinha

Devido uma dor no punho, decorrente de esforço no trabalho, fui aconselhada pelo médico a começar uma atividade física.
-Você precisa fazer uma atividade que você goste. Porque terá de praticá-la pelo resto da vida.
Resto da vida. Resto... da... vida... Meu Deus! Eu detesto exercício físico! Sempre fui o tipo de menina que preferia fazer trabalho teórico na escola a ir nas aulas de educação física. E agora ali estava eu diante de um xeque-mate. Ou faz uma atividade, ou viverá com dores.

Comecei a pensar se haveria no mundo algum tipo de atividade que eu pudesse gostar minimamente. Nem que fosse um tiquinho assim. Só pra não definhar inerte sobre uma cama antes da hora, é claro! Daí veio a súbita revelação: BICICLETA!

Eu andei de bicicleta boa parte da minha infância e adolescência. Não tive dúvida. Comprei uma magrela!  Quase morri de cansaço nos primeiros três quilômetros que pedalei. Pensei em desistir. Vendê-la e comprar um vídeo-game. Mas não! Eu iria com o meu objetivo até o final.

Não pedalo com regularidade, mas como diz o meu personal-bicycler*, eu tenho uma resistência considerável. Entretanto, o que quero compartilhar aqui é que a bike me ensinou uma grande lição recentemente: não há desafio que não possa ser superado e, se enfrentarmos algo difícil, tudo que vier depois vira fichinha.

Depois de uma trilha de 64km não reclamo mais de nada.

Personal-bicycler é como eu chamo meu amigo Boy que pedala comigo e cuida para que eu não seja atropelada nas ruas de Goiânia.

Circo e política

Num dos meus devaneios comparei o período eleitoral a um circo. No tempo em que eu era criança - lá no interior, no Xixá - a "política" (período em que candidatos faziam de tudo - tudo mesmo - para conseguir votos) era mais divertida. Tinha comícios barulhentos, com muito foguete, show em praça pública, distribuição de pipoca, churrascos gigantescos promovidos pelos candidatos... Nos comícios sempre tinham atrações da cidade e que no outro dia era assunto na cidade.
-Você foi no comício do Tito? Tava bão, né? E aqueles menininhos? Cê viu o tanto que eles cantam bem? Eles são lá do Sandra Vilela.
-Pois é... no Xixá também tem artista...
E por aí seguia a conversa...
-Eu vi falar que o Adãozinho tava no comício do Tito ontem.
-Uai! Mas ele não é braço direito do Sinval?
-É. Mas eu ouvi dizer que ele tava lá era pra conferir se não tem gente apoiando os dois candidatos, sabe?
Mas o mais divertido mesmo eram as compras de voto.
-Vai votar em quem?
-Uai, tô sem saber ainda.
-Vinte conto pra votar no Sinval.
-Nesse caso, pode me passar os sessenta conto aí porque lá em casa são três votos.
O cabra chegava em casa, todo feliz porque tinha vendido o voto dele e da mulher:
-Muié, vendi seu voto por vinte conto!
-É mesmo? E pra quem?
-Pro Sinval.
-Vixe! Porque o Leocádio do Tito teve aqui em casa hoje e eu já combinei que nós três vamos votar no homi por cem conto!

Concluindo o meu devaneio, a política de antigamente, feita no interior, parecia aqueles circos bem mambembes, com a lona furada e artistas que trabalhavam em troca de um prato de comida. Tudo era precário e sem regras. Por isso mesmo tão divertido.

O período eleitoral de hoje pode ser comparado aos circos modernos. Tudo milimetricamente ensaiado. As falas dos políticos escritas pelos melhores marketeiros do país. Não há improviso. Isso não pode! Aquilo não pode! Perdeu a graça! E me perdoe, amigo leitor, porque se você disser que política é coisa séria, eu vou ter de rir na sua cara! Taí o Mensalão que não me deixa mentir. Política no Brasil sempre foi uma piada.

domingo, 29 de julho de 2012

Poema indecente!

Nunca participei de uma quadrilha. 
Nem criminosa, nem junina.
E fui parar justamente na Quadrilha do Drummond!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Lá vem a noiva toda de branco

Apesar de ter um filho, eu nunca me casei.
É praxe aqueles casamentos forçados no caso de moças que engravidam. Sou uma exceção.
O pai do meu filho e eu decidimos não nos casar até que as coisas se desanuviassem um pouco. Até mesmo para sabermos o que queríamos de fato. Foi uma das decisões mais sábias que tomamos.
Namorei seis vezes. Somando todos os meses namorados foram uns 60! Por que estou falando essas coisas? Para demonstrar que já tive oportunidades e nenhuma delas me apeteceu. Não que os rapazes não fossem legais. Nada disso! Mas as circunstâncias às vezes nos fazem tomar certas decisões que só compreendemos anos mais tarde.

Dúvidas pairam na minha cabeça acerca do casamento. Não compreendo bem para que ele serve. Talvez seja porque meu grande amor com o qual queira partilhar o resto dos meus dias ainda não tenha aparecido. Talvez seja porque eu levo uma vida tão bacana que não esteja disposta a dividi-la com outra pessoa (típica de filha única). Talvez seja porque ouço depoimentos tão frustrantes de pessoas que estão casadas que começo a imaginar o casamento como um purgatório. - Certo colega diz que se casamento fosse bom não precisaria de testemunhas e que matrimônio é tão ruim que a gente "contrai", da expressão "contrair matrimônio", como se fosse uma doença. - Talvez seja porque tenho medo de trazer alguém alheio ao meu filho para conviver conosco. Enfim, não compreendo bem os motivos. 

Entretanto o motivo de escrever sobre isso hoje foi o casamento secreto do Renato e da Lorena. Certamente a cerimônia mais linda que já presenciei. A noiva não sabia de nada e foi pedida em casamento 12 horas antes da cerimônia. O noivo e amigos organizaram tudo. E ficou tão lindo! Desde os pequenos detalhes como as bolhinhas de sabão, passando pelos cata-ventos no corredor e as borboletas farfalantes nas árvores até as palavras amorosas proferidas na ocasião. De uma singeleza tão nobre que me comoveu. Depois dessa demonstração de amor eu voltei a acreditar em uniões felizes e quiçá até desejar uma para mim. Mas sem muita pressa! Porque, afinal, o Santo (Antônio) é de barro!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Clientes malcriados

A falta de educação é algo voluntário ou involuntário?
É possível que alguém haja deselegantemente inconscientemente?
Não sei. Tenho dúvidas profundas acerca disso.
O que suscitou essa pequena discussão neste blog é o fato de os clientes não quererem ser atendidos por mim.
Isso mesmo!
Confesso que não gosto deles. Tudo que termina em "ente" para mim carrega uma certa carga de menosprezo. Cliente, gerente (não o meu, é claro, porque o meu é ótimo, viu chefinho!?), atendente, parente (aqueles distantes), doente... todas essas classes de pessoas não são exatamente muito "agradáveis", digamos. Portanto, eu atendo clientes porque é parte da minha função, mas está longe de ser aquilo que mais gosto de fazer na vida. Mas isso não justifica as situações que descreverei a seguir. Contudo, antes preciso fazer uma ressalva. A pessoa que trabalha ao meu lado está na agência há anos e conhece todos os clientes, gosta de trabalhar lá, atende com carinho e é super amável com eles - ou seja, completamente diferente de mim.
-Bom dia, que bom que foi você que me chamou, Lourdes*.
Volto-me para o cliente e digo:
-Então quer dizer que se eu tivesse chamado o senhor não seria bom?
-Não, mas é que eu conheço a dona Lourdes há muito tempo...
-Mas a partir do momento que o senhor fala que prefere a ela, está despreferindo a mim. Ou seja, se o senhor prestigia o atendimento dela, está desprestigiando o meu.
-Não, menina, não é nada disso. Eu não quis ofender. Mas é que eu e a dona Lourdes somos muitos amigos...
-Então o senhor vá até a casa dela pra conversarem. Aqui ela é tão atendente quanto eu. Se eu discriminasse o senhor garanto que não ia gostar. Se eu me virasse para o meu cliente e dissesse "Nossa, ainda bem que eu estou atendendo você e não esse senhor aqui do lado", o que o senhor ia pensar de mim? No mínimo que eu fui grossa, não?!
-Ô, menina... Então da próxima vez eu faço questão de ser atendido por você.
-Não senhor! Agora quem não quer atendê-lo sou eu! Questão de brio! 
-Então eu vou reclamar com o seu gerente.
-O senhor é muito persuasivo, sabia? Será um prazer atendê-lo...


*O nome da colega foi trocado para não termos problemas.
**Ela não sem importa com as minhas inferências durante o atendimento dela porque sabe que é tudo brincadeira (com um leve fundo de verdade - principalmente na parte da falta de educação dos clientes).

domingo, 15 de julho de 2012

Ter filho não é ter lepra, tá?


A conversa fluiu bem. A pessoa era razoavelmente simpática. Tudo estava correndo nos conformes, até que...
-Você me dá seu telefone?
-Até daria, mas ele está no carro. Serve só o número? Daí você me liga e marcamos para eu te entregá-lo.
[risos]
-Pode ser!  Pode ser!
Então o gajo sacou seu ultra-power-mega-plus-celular  e na tela havia uma menininha.
-Não é minha filha, não, viu? É sobrinha.
-Hum, e daí? – com expressão de “e o quê que tem a ver se fosse sua filha?”
-Não, é que algumas pessoas acham estranho ter foto de criança assim, na tela do celular, pensam que é filha da gente...
-Hum, sei... Mas, e se fosse o contrário? Se no meu celular tivesse a foto de um menino. O que você ia achar?
-Ah, eu ia achar estranho.
Gongo nele, minha gente!!!

O que eu faço se ele ligar?
      A. Peço para o Pedro atender e dizer que a mamãe já está vindo.
      B. Atendo e digo que eu tenho um filho.
      C. Deixo-o descobrir sozinho, via facebook.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Dona Rosa e seus dois maridos

Na minha versão da história, Vadinho é o bonzinho. Vade Mecum Saraiva é o nome dele. Nos conhecemos numa pacata livraria da Rua 3 e alí começou a nossa história de amor. Vadinho é íntegro, direito e tem princípios. Quer me dar um bom futuro e me conduz a fazer as coisas certas.

Tudo seria lindo e bucólico se não fosse o Johnnie. Ah, o Johnnie... [suspiro]

Johnnie Walker Black Label. O segundo de uma dinastia de irmãos que têm o poder de mexer com a alma das mulheres. - Acho que é resultado dos 12 anos de clausura num barril na Scotland, de onde ele disse que veio... -  Mas só ele me faz perder a cabeça. Não só a cabeça, como também o sono, os sentidos, a razão, o juízo, entre outras coisas. Uuuuhhh, Johnnie! Leve-me em seus braços, meu cavaleiro andante! Deixe-me andar a seu lado, Forever And Ever (como já dizia Demis Roussos).

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A força das promessas

Eu sempre achei uma besteira esse negócio de "voto".
-Ah, eu fiz um voto pro Divinopadeterno, se eu alcançasse determinada graça doaria R$100,00 pra igreja. 
Na minha humilde opinião dinheiro e igreja não combinam. Os pastores dizem que é para as ações de evangelização e manutenção da obra da igreja, mas o dinheiro é tão sujo que macula tudo. Uma notinha de cem reais está para um cristão de carne e osso, como um filé está para um cachorrinho faminto. Portanto, não gosto muito da idéia de dar dinheiro para a igreja.

Agora, quando a promessa tem como finalidade uma transcendência e esta trará condições melhores para a pessoa necessitada da graça e para outras pessoas, aí sim, aí eu acho o "voto" extremamente válido. Eu fiz uma promessa recentemente. E se eu alcançar a graça, farei uma proeza que envolve certo grau de dificuldade e doação. Por um lado, será bom para mim que o meu pedido se realize e, por outro, outras pessoas também ganharão. Então, tenho aí, soltos no Universo algumas pessoas que podem "torcer" pelo meu sucesso em "troca" de alguma coisinha.

Todo dia, ao acordar, lembro do compromisso feito e grito para o Universo dentro de mim. "Me ajuda aí, porra!" E vamos tocar o barco pra ver se as coisas acontecem. É assim. Tudo é motivação.

Prometo que se a graça pedida for alcançada até o prazo estipulado eu conto a vocês o sucesso da minha empreitada. Se não contar é porque não deu certo e só prova que isso tudo é uma paspalhice! Ora!

sábado, 7 de julho de 2012

O All Star e a Mulher

Depois da maternidade me redescobri uma Mulher. Meus seios cresceram (milagrosamente!), os quadris acentuaram, a barriga salientou, tenho algumas pequenas estrias. Conclusão: não sou mais adolescente (corporalmente falando - porque já o deixei de ser psicologicamente desde que fui admitida na Caixa, há meros sete anos). Tenho quase 1,70 de altura e sou loira agora. Aprendi a me maquiar. Gosto de andar de salto e de vestido. As rasteirinhas do tempo de faculdade já não me satisfazem mais.

Entretanto, gosto de colocar o meu All Star e entrar em contato comigo. Eu sou uma Mulher, sim, e gosto de sê-lo, mas o tênis... ah, o tênis... ele me liberta quando canso de ser A mulher. Na verdade, verdade verdadeira, a minha essência clama pelo All Star, baby look e calça jeans. Essa sou eu na minha forma mais plena. E gostaria muito que as pessoas me enxergassem assim. Plenitude, não desleixo. Portanto, não estranhem se de manhã eu estiver de bermuda rasgada e tênis velho sujo e a noite de meia-calça preta, scapin e echarpe. Cara e coroa.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Senhora Volante - Maluca e Descontrolada

Eu sou um perigo! Sou mal-educada e não sirvo para dirigir.

Essa advertência não é uma simples constatação. Eu estou assumindo ser uma pessoa altamente perigosa quando se trata de questões de trânsito. Já mencionei isso aqui outras vezes. Hoje, por exemplo, fui tomada de profunda ira e por pouco, não acontece algo pior. Se o cabra do outro carro em questão fosse "esquentadinho" eu poderia nem estar digitando este texto agora... Graças a Deus ele era um bundão, corno, filho da puta, desgraçado... tudo, menos "esquentadinho".

Lá venho eu no meu Palio envenenado a 80km/h... (teeeenn -  onomatopéia), numa avenida de mão única, obviamente com uma pista (a da esquerda) para aqueles que primam pela velocidade (meu caso) e outra para aqueles que gostam de observar paisagens e procurar endereços. De repente, me aproximo de um Voyage pachorrento.

Façamos de conta que meu carro fale.

Dou-lhe uma piscadela com o farol como se dissesse: 
COM LICENÇA, CARO COLEGA VOYAGE, MAS SERIA MUITO INCOMODO SE EU LHE PEDISSE QUE SE RETIRASSE PARA A PISTA DA DIREITA PARA EU PODER PASSAR MANTENDO A MINHA VELOCIDADE CONSTANTE?
Diante da falta de sensibidade do outro carro em fazer de conta que não estava nem ouvindo o meu educado pedido, tomo outra postura: a boa e velha aproximação até quase encostar no carro da frente fazendo zig e zag para ele entender que eu preciso passar e aquele é o meu lugar de passar porque aquela pista é para quem anda rápido  e não para lesmas automotivas como ele. (paro e respiro -  a ausência de vírgulas é intencional)
Ainda assim, não obtenho êxito.
Passo 3: passar na frente dele a todo custo.
Portanto, lá vou eu para a pista da direita e novamente para a da esquerda, agora a frente do meu algoz. Diminuo a velocidade para 15km/h e vejo a fila de carro se formar atrás dele. Alguns piscam descontroladamente, outros saem pela pista da direita. Mas ele não, se mantém lá, preso atrás de mim como eu estava segundos antes atrás dele. 
OOOOPSS!! SETA PARA A DIREITA? QUER PASSAR É, BONITÃO? ENTÃO VAMOS! EU TAMBÉM VOU! 
E ligo a minha também e faço menção de trocar de faixa.
RESOLVEU FICAR? AH, MAS AQUI NÃO VAI SER A MESMA COISA SEM VOCÊ PRESO ATRÁS DE MIM... VOU FICAR TAMBÉM. SÓ PRA TE FAZER COMPANHIA.
E assim ele fez, por duas, três, quatro vezes... 

Até que virou a esquina.

Tá bobo? Leia a primeira linha deste texto novamente.

terça-feira, 19 de junho de 2012

À Ana o que é de Ana

Há vários tipos de pessoas pelas quais eu tenho antipatia. Uma delas é aquela que pensa que as minhas coisas pertencem a ela. Sou filha única e se tem algo que tenho bem claro para mim é que o que é meu é meu e pronto! Não me importo de emprestar (desde que devidamente e formalmente pedido) as minhas coisas, entretanto me importo muito se elas não são devolvidas e me importo ainda mais se elas são devolvidas com a cara torcida.

-Fulano, me empresta uma caneta? 
-Ah, não trouxe nenhuma hoje.
-Então me devolve a que te emprestei ontem no começo da aula? (tom amistoso e de brincadeira)

Eis uma forma tranquila de pedir que alguém devolva algo. Tá. No exemplo eu citei uma caneta, é insignificante, sim! Mas e se fosse meu carro que eu emprestei ontem de manhã para ele levar a mãe ao médico e não me devolveu até agora. Fui e voltei de ônibus pro trabalho, cara!

Aí, chega o "amigo" (muito menos amigo do que no momento em que lhe pediu o favor) com a cara amarrada e joga a chave do carro (ou até mesmo a caneta) em cima da sua mesa:

-Taí a chave/caneta, ó.

Nem agradece e se faz de ofendido porque eu cobrei algo que era meu e estava fazendo falta!!! Eu suporto muita coisa, mas falta de educação chega a ser pecado capital. O mínimo que ele poderia fazer era pedir desculpa pela demora. Certamente da próxima vez que me pedir algo emprestado só me lembrarei do tom arrogante da voz ecoando na minha cabeça... e a resposta virá automática:

-Rapaz, não vai ter jeito!

terça-feira, 12 de junho de 2012

Orfã de namorado

Nota da autora: O título que eu havia colocado primeiro era "Feliz Dia dos Namorados pra você também." Mas achei esse outro mais chamativo e resolvi trocá-lo.

Se não me engano esse foi o título utilizado na postagem do ano passado também. Entretanto, usá-lo este ano é mais adequado. O post de hoje é dedicado especialmente aos meus clientes (alguns não tão queridos), que de certo modo não permitiram que eu me esquecesse que é Dia dos Namorados.
-Um saque.
-De quanto?
-3 mil.
-A identidade e o cartão, por favor.
Passo o cartão, digito, a máquina imprime, o cliente assina, entrego o dinheiro. Noooormaaaal. Como faço todos os dias, diversas vezes ao dia.
O que tornou essa cena especial é que depois de finalizar o atendimento sempre pergunto se o cliente deseja algo mais.
-Não. Só mesmo te desejar um feliz Dia dos Namorados.
-Ah, muito obrigada! Pro senhor também!
E lá se vai o meu cliente preferencial de quase setenta anos, feliz com um dinheirinho no bolso.
E eu fico ali, absorta em meus pensamentos. Tá certo que ele só quis ser educado. Tá certo que não faz mal algum alguém te desejar que seu dia seja feliz. Afinal ouço todos os dias alguém dizer "Bom trabalho!" e eu respondo num tom de gozação "Ou é bom, ou é trabalho. Porque trabalhar não é bom! Se fosse não seria remunerado." Não costumo ouvir pessoas dizendo feliz Dia da Árvore ou feliz Dia da Consciência Negra, então, por que raios me lembram que hoje é Dia dos Namorados??? Eu não tenho nada a ver com isso! Quem tem namorado que comemore e me deixe quietinha no meu canto. (Respiro três vezes) Sim, eu sei que os clientes - foi mais de um, acredite se quiser - que me desejaram um feliz Dia dos Namorados não fizeram por mal e quiseram ser apenas educados e cordiais. Agradeço imensamente, contudo, aqui vai um conselho muito válido: antes de desejar feliz Dia das Mães para alguém, certifique-se se ela não é órfã.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Contrata-se

Falta uma semana para o Dia dos Namorados. E eu não quero namorado.
Não quero ter que trocar presentes. Dar satisfação de tudo que vou fazer.
Eu quero um empregado doméstico!
Atribuições:
- Me levar para onde eu quiser e na hora que eu quiser. Pode ser no carro dele ou no meu, tanto faz.
- Pagar as minhas contas. Todas, sem exceção.
- Cuidar da minha casa. Incluindo pequenos reparos e limpeza.
Requisitos:
- Língua fluente.
- Boa aparência.
- Referências (com telefone) das duas últimas empregadoras.
Remuneração:
- A combinar.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Coisas de mãe, parte XXXII

Três coisas me envaidecem muito: quando elogiam minha beleza, quando elogiam minha inteligência e quando elogiam meu filho. Obviamente a que me deixa mais orgulhosa é quando elogiam meu filho. Que ele é lindo eu sei. Que ele é super inteligente eu também sei. Entretanto fico felicíssima quando as outras pessoas percebem isso sem que eu diga absolutamente nada. Sim. Sou modesta também. 

Hoje fomos à dentista e saí de lá estufada, com o ego altamente massageado.

"Parabéns, mamãe! Seu filho é lindo!"

Ele conversa bem, raciocina que é uma maravilha, presta atenção em todos os detalhes e tenho tentado torná-lo educado.

-Pedro?
-Quê?
-Quê?! 
-Senhora, mamãe.

Eu sei que vocês podem pensar que isso é um pouco demodè. Que hoje não se usa mais essas convenções. Mas eu acho bonitinho! Dá licença para eu criar o meu filho do meu jeito? É bacana a criança pedir benção aos mais velhos, é bacana falar por favor, obrigada e desculpe. E tenho trabalhado nessas coisas em que eu acredito que, se não fizerem bem a ele, mal também não há de fazer.

Quero contar uma peripécia do meu rebento transcorrida na data de hoje.

Todos os dias fazemos a seguinte oração "... Santo Anjo do Senhor me proteja, me guarde e me ilumine. Amém." Daí, ontem eu havia ensinado a ele como falar seu nome completo: Pedro Paulo Santos Rosa. Hoje de manhã eu perguntei para testar a memória do rapazinho:
-Filho, como é seu nome?
-Pedro Paulo.
-Pedro Paulo de quê?
-Pedro Paulo Santo... Anjo do Senhor...

Explodi em risadas. Olha o embromation do menino!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Quando faço o que gosto, ganho forças para fazer o que não gosto.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Mutante

Não ando postando aqui ultimamente, se é que perceberam. Estou passando por uma fase tipo pré-vestibular. Sabe, vestibulando? Aquela pessoinha que só respira, estuda, come e dorme. É isso. Estou praticamente nesse ritmo. A diferença é que eu inseri aí mais duas "pequenas" ações: trabalho e materno (v. maternar: cuidar do filho). Logo, minha rotina está assim distribuída: acordo, estudo, materno, trabalho, como, trabalho, como, estudo, materno, durmo. Não, não saio. Não, não namoro. E também não assito tevê. Sim. Gasto em média meia hora com internet, mas é só também! Entenda que isso é um vício. 

Depoimento de uma viciada em internet:
(Começa voz de pato / minha sombra ao sol)
"Quando eu comecei achei que ia ser só pra pesquisa, olhar e-mail de vez em quando, colocar umas fotinhas no Orkut, enfim, só pra interagir com a galera, né? Cê sabe... Mas aí fui ficando durante as madrugadas, baixando filmes, músicas, séries, e que eu nem assistia... Só queria mesmo é ficar conectada. Agora tô aqui... desse jeito que cês tão vendo... totalmente dependente. Já diminuí bastante, mas o meu objetivo e me tornar livre..."

Lembrei-me que amanhã fará um ano que fiz a tão famigerada cirurgia que me trouxe a tão sonhada auto-estima. E foi exatamente durante o período de recuperação que resolvi criar o blog. É importante ter um espaço para chamar de meu. E tenho percebido mais a cada dia o quão importante é fazer as coisas que eu gosto. O único problema é redescobrir as coisas que gosto. Vc já teve a sensação de se perder no mundo? Ser sufocada pelo que está ao seu redor e por um momento não se dar conta de quem você é e do que gosta? Estou nessa fase. Aliás, estou numa fase bastante peculiar. Os estudos citados no primeiro parágrafo não são em vão. Estou tomando as rédeas da minha vida e investindo num novo projeto. Portanto, me perdoem se o blog permanecer um tanto quanto largadinho. Sei que pra vocês não faz a menor diferença se estou escrevendo ou não, afinal, são só lorotas mesmo e as lê quem quer. Entretanto, meu senso de responsabilidade me obriga a dar satisfações a vocês uma vez que lhes abri uma pequena brecha para conhecer a mim e a minha vida.

Em breve voltarei a cronicar sobre meus pacatos dias de bancária e mãe. Mas, por enquanto, nos contentemos em saber que uma nova Ana Paula está sendo gerada. Vamos ver no que isso vai dar!
Beijos!

(Nunca me despedi com beijos nesse blog. Hoje me deu vontade. Estranho, né?)


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Salve a professorinha!

Acho que se eu não fosse jornalista por formação ou bancária por exercício eu seria professora por hobby. Tenho prazer em ensinar, acho bacana transmitir o pouco que eu sei. Mas eu não queria ser qualquer tipo de professora, não! Eu seria daquelas que marcam a vida do aluno. Daquelas que ele se lembraria por anos e anos a fio. Nada de professora de criança ou de adulto. Meu negócio é adolescente. Adolescentes são ótimos! Eles nos renovam e fortalecem dia após dia. "Senhor, me dê forças!" - É o que dizemos antes de encarar uma sala cheia de pessoinhas púberes com mais espinhas do que rosto e mais cabelo na mão do que na cabeça! A criticidade deles nos motiva a demonstrar-lhes que não são os donos da razão. Adolescente tem mania de achar que só o mundo deles faz sentido e cabe ao bom professor trazê-los para a realidade nua e crua. Se a empreitada for bem sucedida podemos terminar o ano como heróis e ficar de vez na memória deles. Cito, por exemplo, a Allyene. Professora de biologia no segundo e terceiro ano do ensino médio. Fora de série! Completamente louca e rigorosa, mas me fez aprender coisas (da biologia e da vida) que não esquecerei jamais. Ela falava coisas duras de se ouvir e dava esquete (até saía da sala), atos esquisitos para uma professora e que me faziam refletir sobre o que eu queria ser e o que eu queria fazer da minha vida. Isso sem falar dos ribossomos, nucléolos, ácido ribonucleico e desoxirribonucleico, mitose, meiose, cissiparidade, Ciclo de Krebs, mitocôndria,...


sábado, 28 de abril de 2012

Errando que se aprende

Briguei com minha mãe. Todo mundo briga com as mães. Mas me sinto com muito remorso. Eu não devo brigar com ela. Sei que tudo fica insuportável e estafante às vezes. Aquele excesso de zelo, a preocupação exacerbada, a insistência em gerenciar a minha vida, tudo isso é comum a muitas pessoas e acabamos por falar coisas duras demais para ouvidos tão bons e que nos amam tanto. Não só os ouvidos dela me amam, e sim, ela como um todo! E o pior, eu sei disso! É nesse momento que sinto um remorso tão grande que parece que vai me comer de dentro pra fora. 

A função do amadurecimento é não permitir que cometamos os mesmos erros vezes seguidas. E não quero incorrer novamente no erro de só dar valor depois de perder. Eu já perdi duas pessoas a quem amei muito. Uma por força do destino, outra por não saber lidar com as circunstâncias. Mas eu não me arrependo das decisões que tomei. Elas foram de fundamental importância para eu perceber isso que vos transcrevo hoje. Posso ver as coisas sob uma ótica diferente depois que a tempestade passa. Esse é o mote da coisa. As ocasiões surgem para nos mostrar onde devemos melhorar e, se tivermos uma nova oportunidade, tentar fazer melhor.

Na relação com a minha mãe nos falta humildade. Tenho aprendido a ser humilde na marra, suplicando a ela que fique com meu filho em algumas ocasiões que não posso levá-lo. É obrigação dela? Não, é um favor. E como me dói pedir favores... Meu filho veio para me ensinar que não sou tão auto-suficiente quanto pensei que eu fosse. Eu preciso de ajuda em boa parte do tempo e isso fere meu ego como o golpe de um punhal. Tome essa! E mais essa! E essa outra!

sábado, 21 de abril de 2012

Eu que o diga!

Não sei se você é como eu. Quando estou caminhando na rua quero falar sobre tantas coisas, tenho tantas opiniões para emitir, encontro coisas engraçadas e desgraçadas e penso "quando chegar em casa vou escrever sobre isso". Nunca escrevo.

Não que minhas opiniões sejam importantes e devam ser proferidas aos quatro cantos. Muito pelo contrário, eu tenho noção da minha pequenez no mundo. Mas, sabe, dá vontade de falar. Atualmente as pessoas não falam mais. Uma pessoa diz e um milhão curte ou compartilha, ou seja, apropria-se do pensamento e dos dizeres alheios. O próprio ato de conversar, por exemplo, perdeu-se no tempo. As pessoas estão carentes de conversa hoje em dia.   (1)

Lembro-me de quando fazia faculdade e meu amigo Rodolfo e eu sentávamos nas escadarias da Faculdade de Letras e conversávamos, conversávamos e conversávamos. Falávamos de tudo. Política, música, comida, amores, o que viesse à cabeça. Tínhamos tempo. Hoje quem tem tempo para visitar uma pessoa em casa? No máximo, damos uma passadinha. É o receio de incomodar. Medo de atrapalhar em alguma coisa. Parece que o tempo que "gastamos" conversando com uma amiga, talvez pudesse ser melhor empregado em algo mais proveitoso, como ficar curtindo comentários no Facebook ou assistindo tevê. Sim. Tememos a conversa. Não gostamos de visitas, muito menos de visitar. É triste, mas é fato.

Há muito deixei de me imaginar morando no interior novamente. Entretanto, em alguns momentos sou tomada de uma profunda saudade da minha infância. Tempo aquele em que os vizinhos colocavam suas cadeiras de fio na calçada a noite para conversar, enquanto nós, crianças, brincávamos de esconde-esconde atééé taaarde... Parece que ouço as vozes dos meus amigos contando de um até trinta, as risadas dos adultos se deliciando quando dava alguma confusão (dessas de criança) nas brincadeiras e também sinto os pés doloridos de correr descalço no asfalto. E no final das contas, todos se recolhiam. As crianças para o banheiro primeiramente (às vezes para tomar banho, às vezes para apenas lavar os pés), os pais para os quartos. E dormíamos um sono leve, pensando em qual seria o esconderijo de amanhã e que eu seria a última a ser encontrada.

(1) Uma prova de que as pessoas estão carentes de conversa é só iniciar uma. Certamente você terá pouco espaço para falar. Ao começar um assunto, ou uma narrativa, somos logo entrecortados pelo interlocutor que se lembra de algo imprescindível de ser dito naquele exato momento. Isto é, até noções de educação são deixadas de lado quando temos a oportunidade de por a oratória em dia. Daí, polidamente retomamos ao nosso assunto quando o nosso ouvinte(?) nos permite. "Como eu tava dizendo..."

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Desculpas ao português

Ontem pela primeira vez senti vergonha deste/desse blog. Estava em uma aula de português. Me senti burríssima! Mesmo porque "me senti" no começo da frase é errado. Senti-me, portanto, duplamente burra. Eu sei que não escrevo tão mal, porque não escrevo mau no lugar de mal, por exemplo. Entretanto, preciso melhorar horrores! É tudo falta de leitura. Não leio mais. Somente textos de facebook. Que não são (ou não é) nenhuma obra prima da literatura mundial. Estou constrangida.

sábado, 7 de abril de 2012

Vendedores são meu carma

Eu acho que na ultima encarnação eu fui vendedora, ou talvez na próxima eu seja (por castigo). Só sei que pago por todos os meus pecados quando ponho os pés dentro de uma loja. Em raras ocasiões sou tratada da forma como gostaria. Às vezes tem bajulação demais que nem nos deixa a vontade para olhar os produtos com calma. Às vezes tem desatenção de menos que temos de ficar implorando para que o atendente faça o serviço dele a contento.

Véi! Eu só queria uma camiseta! Térmica! Em malha fria! Tamanho M! Manga longa! E que não fosse escura!

Espero por cerca de 10 minutos e lá me vem o vendedor, com seu tipinho meio aéreo, com duas camisetas pretas, uma de manga curta e outra de manga longa, ambas tamanho G.

Ana Paula ideal: _ Ô, meu querido, você se enganou. Eu visto tamanho M. Essa aqui é G. Teria como você dar uma olhadinha lá dentro pra ver se tem a M. E a propósito, eu não gostaria que fosse escura. Queria uma cor mais clarinha. E não precisa trazer de manga curta, não, tá? Só serve se for manga longa. Eu não tenho pressa, não, viu? Pode ficar a vontade.

Ana Paula real: _ Então tá! Falou! Obrigada! (batendo em retirada)

Eu sou o Saraiva da segunda década do século XXI.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Só lamento, Demóstenes

"Papagaio que acompanha joão-de-barro, vira ajudante de pedreiro."
Tive a impressão de ouvir Seu Jorge cantando esse trecho da canção, quando vi pela primeira vez na tevê falando do possível (e já dado como certo pela imprensa) envolvimento do senador Demóstenes com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Eu votei na Marina e no Demóstenes. Não é que eu não me lembre dos demais candidatos. É que não votei mesmo! Eu desacreditei na política e o únicos fios de esperança a que eu me agarrei foram a candidata a presidência pelo PV e o Demóstenes, que até então, ao meu ver, mantinha uma conduta condizente.

É decepcionante.

Não sei se ele é culpado ou inocente. Só sei que o ideal seria que o nome dele nem estivesse no meio desse imbróglio todo. Ele já foi condenado por todos, principalmente pela imprensa. Que é o pior de todos os algozes. Agora só nos resta acompanhar quanto tempo levará para que lhe decepem a cabeça.

E sabe o que eu acho disso tudo?

Acho é pouco!

domingo, 1 de abril de 2012

Dicas para concurseiros

Em um concurso público, quando se aposta todas as cartas em uma promessa, não se pode incorrer no risco de algo dar errado. Portanto, todo cuidado é fundamental. Pensando nisso (hoje de manhã enquanto esperava as provas que atrasaram 15 minutos), elaborei algumas dicas para que sua prova seja bem sucedida (preste atenção que eu disse "prova bem sucedida" o que não é sinônmo de "aprovação").

1º) Fique de resguardo. Isso mesmo! Resguarde-se de festas, noitadas, drogas, bebidas, sexo e comida gordurosa por duas semanas. Se der errado é porque você não seguiu a dieta direito.

2º) Coma apenas coisas leves nas seis últimas horas que antecederem a prova. Tipo sopa de isopor ou barra de casca de arroz. Algodão doce deve ser consumido com moderação.

3º) Leve para a prova três lápis (caso o 1º quebre a ponta, você terá o 2º. Caso a ponta do 2º também quebre, ainda haverá um 3º. Mas se a ponta do 3º quebrar, desista, cara! Você é muito azarado e não vai passar de jeito nenhum!); não leve borracha, porque concurseiro não se permite errar, jamais! Leve duas canetas pretas e duas azuis, pro caso de algum gatinho/a não ter levado e você poder emprestar e puxar um assunto e, quem sabe, rolar um chopp depois da prova pra discutir as questões...

4º) Converse com o colega do lado. Esse conselho não tem um motivo especial. É que eu acho tão chatas essas provas em que ninguém conversa com ninguém. Todo mundo fica mudo, olhando pro além. Acho muito chato! Por isso que eu puxo conversa e adoraria se mais pessoas fizessem isso!

5º) Responda as questões das mais fáceis para as mais difíceis. Leve uma moeda para jogar cara ou coroa, no caso de dúvida.

Seguindo essas dicas, mais umas oito horas de estudo diário, meu amigo, seu ingresso na carreira pública está garantido!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Atendimento

-Eu quero pegar um talão de cheques.
-A conta da senhora é de pessoa física ou jurídica?
-Como assim?
-A conta é da senhora ou de empresa?
-Mas eu não tenho empresa!
-Looogo, a conta é da senhora, não? Portaaanto, é de pessoa física. Qual o número da conta?
-Uai! Precisa?

terça-feira, 27 de março de 2012

Seja bem vindo, 36

Gosto de agradecer pelas pequenas coisas da vida. Principalmente as pequenas. Você já agradeceu a Deus por não ter nenhum corte no dedo hoje? Aposto que se tivesse cortado não se esqueceria de lembrar o quanto é bom quando não estamos sofrendo de mal algum. É sempre assim: eu era feliz e não sabia.

Portanto, lembrei de agradecer às forças naturais por ter me emagrecido. Não que eu fosse uma obeeesa imeeensa, não! Mas eu engordei quase 15 kg com a gravidez. Meu filho nasceu com quase quatro, digamos que uns dois kilos fosse de placenta e líquido amniótico, restou, portanto, 9 kg de massa corporal não pertecente ao meu corpo, mas que insistiu em permanecer aqui por quase dois anos.

Você já passou pela experiencia de tentar colocar uma calça jeans que antes lhe servia perfeitamente e ela não passar nem pelo seu quadril? Nem queira! Dá, tipo assim, um sentimento de que nunca mais você terá o seu corpo de volta e que se tornou uma aberração da natureza. Disforme, pelanquenta, cheia de estrias. Eu era assombrada por um desgosto profundo sempre que me olhava no espelho.

Quase três anos se passaram desde então. Voltei a pesar meu peso normal e o melhor de tudo: manequim 36! Eu não sou feliz com meu corpo. E acho que poucas mulheres são. Entretanto nossa relação (Ana Paula x Corpo da Ana Paula) está bem mais harmônica depois do silicone (que se eu soubesse que me faria tão bem, teria colocado há seis anos atrás!). A luta agora é com um "calinho" abdominal que teima em permanecer. Ele parece o Seu Madruga. É um péssimo inquilino e se recusa a sair e vai ficando por 13, 14, 15 meses... sem pagar aluguel. Um dia dou-lhe uma ordem de despejo nas fuças! Emitida por ninguém mais, ninguém menos, que meu cirurgião plástico! Ah, se dou!

domingo, 25 de março de 2012

Coisas de mãe, parte III

Muitas vezes ficamos dias e dias tentando descobrir a razão de certas coisas. Encontrar respostas. Questionamos Deus e o Mundo. Mas, de repente, não mais que de repente a verdade nos é revelada. Tenho de confessar a vocês que não sou esse poço de virtude quanto à maternidade que pareço ser. Tenho defeitos, como toda mãe. Entretanto, na maioria das vezes faço o melhor que posso.

Onde eu quero chegar com isso?

Por mais de três anos eu tenho me martirizado dizendo "por que aconteceu isso justamente comigo?", "por que eu tenho de criar essa criança sozinha, sendo que não a fiz sozinha?", "por que eu não coloquei aquela bendita camisinha, Deus? A minha vida estaria tão diferente hoje...".
E ontem à noite veio-me a grande revelação. A resposta para essas e outras tantas perguntas que sempre me fiz desde que engravidei veio quando meu filho proferiu três palavrinhas: Pêdo ama voxê.

E ele não disse isso em troca de nada! Estávamos assistindo a um filme juntos na cama, de repente ele se virou para mim e disse que me amava. Terminamos de assistir ao filme, ele dormiu e eu ainda fiquei alguns instantes pensando naquilo. E conclui que meu filho veio para dar sentido a minha vida. Sim, ela estaria muito diferente do que é hoje. Eu teria mais liberdade, mais dinheiro, menos comprometimento com horários, poderia fazer tudo que eu quisesse sem ter de dar satisfações a alguém ou pensar que tenho um filho para criar. Mas e daí?

Meu filho preenche meus dias. O crescimento e o aprendizado dele são para mim dádivas que recebo a todo instante. E se Deus quis que eu o criasse sozinha, certamente há um propósito aí que ainda me será revelado.

Eu sou amada!

Isso não é maravilhoso? Além da minha mãe, há outra pessoa que me ama! Talvez você possa dizer que uma criança não tem exata ideia do que é o amor. Nem alguns adultos tem! Mas o carinho dele quando está junto a mim e o enlaçamento que temos entre nós é tão lindo, tão cúmplice, que quero sim acreditar que ele me ame. Ao menos, ele me disse isso! E o Pedro Paulo tem sim noção do que é amar. Acreditem! Quando ele está bravo comigo, diz: Pêdo num vai amar mamãe mais não!

Tenho deixado de fazer muitas coisas que gosto em prol da criação do meu filho. Isso, às vezes, me revolta e frustra um bocado. Contudo, nesses momentos procuro substituir esses sentimentos pelas seguintes imagens e falas:
-Maaaaaamããããeee, voxê chegou!! Péga o Pêdo! Vamu ouvi música no carro seu? - E ele já está na porta do carro antes mesmo de eu descer dele, quando chego do trabalho.
-Mamãe, vamu brincar Pêdo lá fora? Só um poquim! Gorinha a gente volta. - E faz aquele sinal de pouquinho com os dedinhos.
-Pêdo vai fazê papá gostoso pra mamãe e voxê vai papar tudim. Fica aí. Pêdo vai pegá o papá. Hummm...
-Maa-mãee, dexa Pêdo mimi cantim seu?

Para quem não tem filhos, isso tudo pode soar tão sem graça quanto um jogo de bocha. Entretanto, me comove profundamente. São sensações que eu não tenho com o que comparar. Não sei descrever o sentimento. Só sei sentí-lo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

100% libriana, mano! (soquinho no peito e V)

Dias atrás umas amigas e eu conversávamos sobre horóscopo. É massa demais! Eu não sei se realmente somos como ele diz que somos, ou se nos moldamos dentro dele ressaltando as qualidades e os defeitos que diz que temos. Só sei que acho fantástico!

Daí falamos dos ascendentes. E percebi que nunca tinha feito a pesquisa de qual era o meu ascendente. Pirem: sou Libra com ascendente em... Libra! 100% libriana! Vou fazer uma camiseta com esses dizeres. Eu sou tipo um puro-sangue. As minhas características librianas não foram maculadas por nenhum dos outros onze signos do zodíaco. Nada desse negócio de ficar misturando signos, não! Aqui tem pedigree, cara!

Essa pobre libriana que vos fala não consegue se decidir. É indecisa até na hora de colocar comida no prato. Acho que deveríamos ter vários personal: personal trainer, personal stylist, personal dieter, personal drinker, personal friender, personal dater... Aí sim a vida seria menos complicada para mim. Eu teria assessores que me ajudariam nas questões de impasse. Nesse momento, estaria livre para desempenhar minha segunda maior vocação: ser justa. Ah, a justiça... Dê a César o que é de César - só não esqueça de cobrar os impostos.

Quando o horóscopo diz que librianos são pessoas de bom gosto e românticas, eu fico com a pulga atrás da orelha e rio uma gargalhada debochada. Eu, uma libriana legítima, não me considero uma pessoa de bom gosto (em vários sentidos, até mesmo nesse que você pensou) e muito menos romântica. Não mesmo!

terça-feira, 13 de março de 2012

Cada um cuida da sua

Eu já trabalhei com cobrança no banco e sei que cobrar é chato. Entretanto, para quem está do outro lado é muito pior. O fato é que somos cobrados o tempo todo. Pela família, pelos amigos, pelo trabalho, pela sociedade, por si mesmo...

A sociedade tem poder de exercer uma pressão velada nas pessoas, que se o neguim não for muito confiante em si, ele surta. Por exemplo, quando somos crianças todos nos perguntam o que vamos ser quando crescer. Por que a criança deve ter noção de algo que ainda está tão distante dela? É exigir muito querer que ela te responda qual será a profissão dela dali a vinte anos. E, se porventura, ao longo desse período a criança mudar de ideia, não faltarão pessoas para dizer "ué, mas você não disse que queria ser médico?" Disse, caramba! Há quinze anos atrás! Não tenho o direito de mudar de opinião?

Daí, quando alguém está namorando, logo começam a perguntar quando será o casório. Ô perguntinha chata! Então, quando finalmente se casam, cedendo às pressões do parceiro, da família, da sociedade... vem novamente a maratona de perguntas "e aí? Pra quando são os filhos?". E depois que tem-se o primeiro, "quando é que vem o próximo?". Se a mulher reclama do marido: "ah, larga dele, boba! Você vai ficar muito melhor sozinha." Se o homem reclama do chefe: "rapaz, você precisa arrumar outro emprego!" Enfim, todos temos um dom nato para administrar a vida alheia.

Na verdade, a tendência é sempre ter objetivos. Nunca estamos felizes com apenas aquilo que temos. Se você tem um emprego, você deve ter outro melhor. Se você mora em uma casa, você deve ter outra maior. Se você tem um carro, certamente você deverá querer um mais novo. Se você tem um corpo assim, ele pode ser melhorado. As pessoas que estão de fora da nossa vida não compreendem quando nós não temos anseios. Elas exigem que os tenhamos. Basta uma mulher dizer que não quer ter filhos, por exemplo. Todo mundo arregala o olho. Se ela diz que não quer se casar, então... já era! é a mais nova sapata do pedaço! E sabemos que não é assim. Todos têm direitos a opções, agora, arcar com elas diante da pressão social é que são elas! Experimente dizer ao seu chefe que você não quer subir na empresa. Ele franzirá a testa, pois é inconcebível alguém que não queira "evoluir". Simplesmente, não é fácil aceitar que a pessoa está bem do jeito que está. Não. Temos de tomar decisões rápidas, acertadas e promissoras... Ô vida, viu?!

domingo, 11 de março de 2012

Menina-fel

Um dos meus grandes defeitos é ser uma pessoa muito fechada. Quem me conhece pode até rir disso, porque depois que tenho intimidade sou muito expansiva, mas até conquistá-la... sou séria e sem graça. Já tentei ser um pouco mais agradável, doce e meiga até, assim... para não transmitir uma impressão tão ruim para as pessoas à primeira vista, mas não consigo! Não vejo motivos para ser extasiante com um desconhecido. Não tenho motivação para sorrir para quem não conheço. É por esse mesmo motivo que não adiciono todo mundo que eu conheço no facebook e não tenho amigos a rodo. Prefiro ter poucos amigos e terem certeza que são de confiança. Deve ser por isso que também não namoro muito. Não vejo sentido em ficar experimentando um e outro como se faz numa loja de sapatos. Aliás, nem sapatos eu experimento muito. Acho que tudo isso que escrevi acima tem a ver com concisão e restrição. É isso! Eu sou uma pessoa concisa e restrita. Sem muito trê-lê-lê, plumas, paetês ou caixinha de fósforo.

Isso, às vezes para algumas pessoas, pode se misturar um pouco com amargura. E, definitivamente, eu não sou uma pessoa amargurada. Sou frustrada com algumas coisas. Já vivenciei (e vivencio até hoje) muitas decepções, mas como diz o ditado "o que não mata, me torna mais forte". Digo com toda certeza isso porque hoje conheci uma pessoa amarga. Tive um contato curto, mas o que pude perceber foi uma energia tão negativa, que me fez acreditar que todo ser vivente está fadado à infelicidade, assim como ela (cacofonia - por favor não leia essa expressão em voz alta). Nas suas palavras foram emitidos tantos sentimentos de desapontamentos com a vida, que por alguns segundos também acreditei que a minha era uma merda. Procuro manter meu copo no mínimo com 51% de líquido, às vezes cai pra 49,5 porque não sou de ferro. Invejo as pessoas cujos copos estão sempre transbordando. Encaram a vida com tanta disposição e entusiasmo que contagiam a todos. Gosto dessa gente e gostaria muito de aprender com eles. E vou aprender. Agora, a pessoa que conheci hoje me fez lembrar quando matávamos frango lá na roça no interior de Barbacena, como dizia o poeta. Quando estávamos retirando as vísceras da galinha, tínhamos de ter muito cuidado para não furar ou cortar o fel. Uma vez que essa pequena bolsinha de líquido bem verde fosse perfurada sobre o frango, parte alguma dele serviria para o consumo. O fel tem um gosto tão insuportável que tudo que entra em contato com ele perde de uma vez por todas a serventia.

Arruda, por favor!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Vem pra Caixa, vem!

Esse texto é para ajudar (ou não) quem está em dúvida se deve fazer o concurso para a CEF. Muitos amigos me questionam se é uma boa e eu sempre respondo “É um excelente começo.” Estou na Caixa há seis anos e graças a ela (e ao meu esforço, obviamente) consegui me estabilizar financeiramente e hoje não dependo mais dos meus pais.

Vou começar a falar das qualidades que a empresa nos oferece. É uma empresa ótima (sem rasgação de seda, tá?). Tem muitos programas que acho que não encontramos em qualquer outro lugar. Primeiramente trata-se de uma empresa cem por cento pública, ou seja, não tem capital privado nela pra dar pitaco nas decisões. O Banco do Brasil e a Petrobrás são empresas de economia mista, por exemplo, e algumas decisões têm de passar pelo crivo dos acionistas também. Apesar de ela ser uma empresa pública, nós não somos servidores e, sim, empregados. Ou seja, somos regidos pela CLT, temos FGTS e não gozamos de estabilidade (apesar que não há notícias de ninguém que tenha sido mandado embora nos últimos tempos). O período probatório é de três meses.

Na Caixa tem programa pra tudo! Pró-equidade de gênero, Libras, orientação de adolescente aprendiz, CIPA, coleta seletiva, incentivo à graduação e pós-graduação, e outras coisas que não me recordo no momento. Outra coisa muito legal também, para quem gosta de esporte são as Olimpíadas da Caixa que acontecem a cada dois anos, onde atletas do país todo se reúnem em um Estado para disputarem os jogos. E no ano que não há o evento nacional há o regional, portanto, para os atletas, todo ano tem competição. Nós temos a APCEF, que é nossa associação de pessoal, que conta hoje com um clube, duas sedes campestres (Trindade e Aruanã) e uns apartamentos em Caldas Novas.

Nós também temos uma Universidade Corporativa para quem quer estudar, se projetar na empresa e fazer os processos seletivos para novas funções. Temos uma biblioteca que fica em Brasília e nos empresta livros que são enviados via malote. Temos uma revista sobre os empregados chamada Gente da Caixa. Além do mais, os economiários (termo que designa os bancários da Caixa, mas está em desuso) são muito amistosos entre si. Qualquer lugar do país que você estiver e precisar de um colega certamente ele estará pronto para te ajudar, a menos que ele seja muito filho-da-puta. Contudo, na maioria dos casos há solidariedade entre nós.

E agora vamos aos números. Caso passe e seja convocado, você vai começar recebendo R$ 1744,00, mais um vale-alimentação de R$ 700,00. Para quem tem filhos até sete anos, recebe R$ 250,00 por cabeça. No final do ano tem participação no lucro da empresa e décimo terceiro. Isso fora as horas extras pagas rigorosamente porque o ponto é eletrônico. O plano de saúde é muito bom, desconta-se 2% do salário por mês e paga-se apenas 20% do valor do procedimento realizado no mês, debitado em folha também. A previdência complementar que é o barato da coisa! A cada R$ 1,00 que eu contribuo, a Caixa contribui com mais um! Alguém já viu algo semelhante em outro lugar?

Enfim, a empresa é mesmo muito bacana! A única ressalva que eu tenho a fazer é que, se caso você não gostar de serviços bancários, fique ali apenas por um tempo, até passar em algum concurso que você goste de trabalhar de fato. Eu, por exemplo, não gosto da área financeira. Graduei-me em Jornalismo e agora vejo que deveria ter feito Direito. Mas o que me fascina mesmo são as artes. Entretanto o velho banqueiro vai pagando minhas contas, enquanto eu flerto com o moço interessante das leis e sonho com o bonitão das artes.