sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Nota de falecimento

É com profundo pezar que informamos o falecimento do Azul, o peixinho beta, mencionado neste blog na data de ontem.

A causa da morte ainda não é conhecida, mas sabe-se que não tem nada a ver com o Pedro. Ele é inocente, apesar do seu histórico. Não haverá velório e sepultamento pois o corpo do mesmo já desceu descarga abaixo.

Parentes e amigos (se é que ele tinha algum, porque betas são, digamos, muito isolados) agradecem as demonstrações de carinho e afeto.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Animais de (des)estimação

Notei que tenho postado muito sobre o Pedro Paulo ultimamente. Perdoem-me se estou sendo babona demais e repetitiva, mas é que tenho passado mais tempo com ele e descoberto coisas maravilhosas. Digo, sem dúvida alguma, que essa é a melhor fase dele até agora. Não desmerecendo as demais, contudo, atualmente ele está deveras traquinas e peralta (pra não dizer custoso, mesmo!).

Há uns sete meses eu comprei para ele um porquinho-da-índia, era bonitinha, fofinha e pretinha com a patinha branca, por isso, a batizamos de Pretinha (é lúdico, tá? se fosse verde a chamaríamos de Verdinha). Ele gostou muito, entretanto, ela nem tanto. Por ser um bichinho de hábitos noturnos não interagia tanto com ele quanto eu imaginei. Não corria com ele... Não vinha comer na sua mão... Não gostava de colo... Enfim, a comprei por cinco reais e vendi por três, ou seja, aluguei um animalzinho por 40 dias a um custo de dois reais. Ótimo negócio.

Ficamos uns três meses sem animalzinho, daí resolvi comprar um coelho. Esse sim era interativo. Até demais! Corria, corria, corria e o Pedro atrás. Comia tudo que dava para ele. O problema começou quando ele não se restringiu a comer somente o que lhe dávamos. Comeu nossas plantas, parte do portãozinho de madeira, os fios do telefone, o sapato do meu namorado, três pares de sandálias meus, os tapetes e o pé do sofá. O Pretinho era lindo (sim, o batizamos com o mesmo nome do bichinho anterior, porque ele também era de pelo preto), mansinho e carinhoso, só que devido a essa fome insaciável tive de vênde-lo por dez reais (comprei por oito).

No mesmo dia o substituí por um pinto. Pensei cá com os meus botões "quando crescer não vou precisar vendê-lo, vamos comê-lo". Entretanto, o pinto foi mais esperto do que eu e já antevendo o que o esperava começou a piar e a piar. Como piava alto, meu Deus! Impossível um bichinho daquele tamanho ter cordas vocais tão boas. Mas o verdadeiro motivo de eu tê-lo devolvido foras as traquinagens do meu filho: pisou nele; o jogou no balde de água; o esmagou com uma revista; o colocou dentro da boca do jacaré de brinquedo e apertou; e, o levantou pelo bico e pela perninha. Tudo isso entre as duas e as seis da tarde.

Agora, ficaremos apenas com o Azul, o peixinho beta.

P.S.: O pintinho também era preto.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pedrês: Língua do Pedro

verbo pec = quebrar. "Mamãe, caaa-o (carro) caiu e pec!"
verbo piá = passear
ãnha = aranha
ú ú = vovô
ó ó = vovó
inhão = feijão
ponha = pamonha
cãinga = carne
ducci = luz (e fala "Viva! il Ducci!" quando acendemos a luz.)
guti = iogurte (eu disse, iogurte, repare bem... e não, inhogute ou iorgute.)
rê-rê-rê-rê-rê = Pica-pau
pi-pi-pi = Chaves
patá = cavalo ("pa-tá-pa-tá-pa-tá-pa-tá...", em outras regiões fala-se "pó-có-tó-pó-có-tó-pó-có-tó"

Palavras que ele fala perfeitamente: mamãe, batata, coca, pipoca, microondas... (tá... essa última ainda não... mas tá quase!)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Trânsito VII: fila de carros

Lady Murphy. A própria. Onipresente. Sempre está lá quando uma coisa que teria tudo pra dar certo... não dá. E obviamente ela não poderia deixar de dar as caras no trânsito, o lugar onde há uma grande, mega, infinita propensão a merdas. Ô lugarzinho bom de dar merda que é um aglomerado de gente estressada, presa em forninhos com rodas, a mercê da vontade alheia e, de preferência, atrasada. Enfim, uma dessas situações se retrata quando numa via de mão única, com duas filas de carro e um longo congestionamento, você escolhe uma das duas... que é... justamente a que não anda. Lady Murphy entra em ação. Você percebe que os carros da fila ao lado começam a passar e vão embora... e você ali... estático... atrás de outro carro igualmente estático.

"Se ao menos eu conseguisse passar pro lado de lá...", pensamento que permeia todos os condutores dos carros da fila que não anda. Daí surge uma brecha e você troca de fila. Olha a Lady aí minha gente! Luz na passarela que lá vem ela! Isso mesmo! De repente, não mais que de repente a sua fila para e a que você estava começa a andar. Nesse momento você olha para o lado e constata que até o ciclista que você ultrapassou há um tempão está se dando melhor que você. E a Lady está lá, na garupa dele, te dando tchauzinho e rindo da sua cara.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Birruga

Verrugas são coisas... Coisas... Coisas, tipo... Eu não sei como dizer. Porque ao mesmo tempo que são nojentas, são interessantes, são asquerosas e são charmosas. Eu, por exemplo, tenho uma verruguinha nas costas que acho super charmosinha (tudo no diminutivo mesmo). Em contrapartida, hoje atendi uma mulher que tinha uma mega verruga no canto esquerdo da boca, com vários cabelos saindo dela. E como já se tratava de uma senhora de idade, alguns deles já estavam brancos. Ela ia falando e eu absorta naquela porção de carne por cima do lábio, com vários fios de pelos pretos e brancos...

Já falei aqui que minha obrigação é fazer o cara-crachá das pessoas. E ao fazer o dela verifiquei que aquela verruga sempre existiu ali. Quando vemos um negócio desses pensamos que se trata de uma exclusividade dos velhos, não é mesmo? Nomes próprios são outro exemplo de coisas exclusivas de velho. Você consegue imaginar uma criancinha chamada Adamastor? Emengarda? Apolônio? Perfídia? E hemorróidas, então? Falou em hemorróidas, falou na terceira idade! Àquela altura eu quase não escutava o que ela dizia, só ficava imaginando como se formou tudo aquilo, como foi a infância daquela mulher, e, pior, a adolescência. Tá certo que naquela época não existia essa beijação que é hoje entre os jovens, mas mesmo assim os homens imaginavam e tinham desejo (ou não, né? vai saber...). Você, amigo homem, imagine-se agora dando um super beijo numa boca com uma verruga cabeluda roçando em você. Bacana, né?

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Melhores férias da vida do Pedro

Tirei uma semana de férias do banco. Forçadamente, mas tirei. Agora, eu posso afirmar com toda certeza que foram as melhores férias da vida do Pedro. Tá certo que uma pessoa de dois anos ainda não têm muitas referências... Contudo, foi tudo muito lindo. Piscina, Coca-Cola, mamãe, Coca-Cola, rio, Coca-Cola, parquinho, Coca-Cola... Meu filho é um cocólatra. [mãe com expressão de tristeza, voz de pato e rosto quadriculado]

O Pedro Paulo é um apaixonado por água! Tanto que um dia antes de irmos ele pensou que o nosso coelhinho também fosse e o mergulhou num balde com água de sabão. Constatei que o coelho não é tão apaixonado por água quanto ele... tsc... tsc...tsc... Quando era hora de entrar na piscina ele dava birra porque não queria tirar a roupa e colocar a sunga, depois outra birra para entrar sozinho na água, depois outra para não sair e, por fim, outra pra não tirar a sunga. Era todo um ritual. Fez muitas amizades. A galera do hotel já nos cumprimentava assim: "Oooii, Peeedrooo! Tudo bom, meu amooorr??" e "Bom dia, mãe do Pedro." Já estou acostumada em ser a Ana Mãe do Pedro Paulo. É nisso que dá ter um filho adoravelmente irresistível.

Como boa mãe que conhece o filho sei que as piscinas foram muitos boas, mas o melhor das férias foi sem dúvida a alimentação. Férias é um período de relaxamento, de fazer coisas diferentes, portanto, as refeições eram mais ou menos assim: uma mamadeira de Coca-Cola de manhã, no almoço uma cartela de Danoninho, no lanche um pacote de Ruffles e outra mamadeira de Coca-Cola, no jantar pipoca com Guaraná (às vezes, uma pizza napolitana), à noite uma mamadeira de 200ml de leite e oito colheres de Toddy. Tudo isso entremeado com muito chocolate, doce, balas e mais Coca-Cola.




*Ressalva: Antes que me julguem, já vou reforçando que esse é um blog de lorotas, tá?

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Propaganda DIFERENTE

Um amigo me contou uma vez que sempre passava por um povoado e via uma placa muito interessante e curiosa:

VENDE
ESTE
RCO

Ficava muito intrigado em imaginar o que seria o tal RCO e porque estavam demorando tanto para vendê-lo. Não suportando mais a curiosidade, um dia ele desceu do carro e perguntou ao homem que ficava próximo à placa que diabos era RCO, daí ele respondeu com aquela calma interiorana que ele vendia esterco, só que não coube tudo na mesma linha na placa.

Há meses atrás eu passei por situação semelhante. Voltava do Centro quando vi uma mesinha, com um pano na frente escrito:

ODON
É
DIFERENTE

Jesus! Fiquei encucada com aquilo! O que seria ODON? Pensei que pudesse ser o altar de uma igreja evangélica nova, cujo lema seria "O dom se manifesta de forma diferente em todas as pessoas." Na forma contraida "O dom é diferente." Pensei que poderia ser um produto novo, tipo xampu para cabelos "ODON é diferente. Elimina suas caspas em apenas uma lavagem." Mas hoje findou a minha dúvida. Odon é candidato!

Isso mesmo! Antes fosse uma nova igreja evangélica ou um xampu. Eu voltava para casa por volta da 18h15 e vi no canteiro central um homem em cima daquela mesma mesinha acenando para os carros que passavam, dando tchauzinho e fazendo sinal de jóia com o dedo. É nessas horas que lamento não ter um celular com câmera. Mas enfim, eu vi com esses olhos que a terra há de demorar a comer e vi o carro com os adesivos e o número de campanha dele. Daí eu constatei que ODON É mesmo DIFERENTE. Enquanto os outro políticos começam a fazer a campanha só no ano eleitoral, o carinha lá tá se adiantando. Enquanto os outros políticos fazem comícios e carreatas, ele fica acenando e chamando a atenção de motoristas no final da Av. Goiás.

Senhor Popularidade

Sempre que eu saio com o Pedro lembro-me de uma entrevista da Xuxa que assisti uma vez, em que ela dizia que a Sasha tinha dom para o público, que saía na rua dizendo "Oi, meu povo!", pra todo mundo. Ela obviamente sonha em deixar todo o seu legado para a filha, isso inclui o carinho dos fãs, por isso esse proselitismo. Mas no meu caso é diferente. Eu não sou exatamente a pessoa mais carismática e comunicativa do mundo, portanto, não sou eu quem ensino essas peripécias ao garoto. Sempre que saímos só ouço "Que gracinha!", "Nossa, como ele é esperto!", "Meu Deus, que lindo!", e isso me envaidece muito. E o pior é que ele também é movido a elogios, quanto mais falamos que é bonitinho, mais ele capricha. Impressionante! Ele tá começando a falar palavras entendíveis agora, então quer falar tudo pra todo mundo. Qualquer pessoa que ele encontre já vai chamando de titio ou titia e vai puxando assunto e mostrando alguma coisa e chamando a pessoa pra ir lá ver o que ele tá mostrando e assim vai interagindo e coisa e tal. Ontem uma mulher com quem ele "conversava" apertou a bochecha dele com as duas mãos abertas e a levou para junto de si. Levei um susto pensando que aquela estranha ia beijar meu pequeno, mas foi só uma demonstração de carinho... sem beijo.


Todo Mundo Gosta de Mim
(Ultraje a Rigor)

Todo mundo gosta de mim (4x)

Eu sei que eu sou bonito, divertido e inteligente
Só não sei como é que eu pude conquistar toda essa gente
É uma coisa tão gostosa e todo dia eu agradeço
É tão bom sentir-se amado mas, no fundo, eu mereço

Todo mundo gosta de mim (4x)

E conforme eu vou andando eu vou parando e dando a mão
Pras pessoas que me chamam e confessam sua paixão
É polícia, é bandido, é bacana, é fudido
Todo mundo dá um sorriso e me olha enternecido

Todo mundo gosta de mim (4x)

E até a roupa que eu uso todo mundo quer usar
Mesmo a que está no meu corpo, às vezes tenho que tirar
Alguns vêm me dar dinheiro, alguns querem me tocar
As meninas pedem beijo e sempre querem me abraçar

Eu não sei se é o meu cheiro, que é gostoso pra danar
Até quando eu solto um peido, todo mundo quer cheirar
Pode ser minha simpatia, o meu corpo, ou o meu olhar
Mas o fato é que eu não encontro quem não canse de me amar

Todo mundo gosta de mim (4x)



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Curiosidade

Eu sou curiosa.

Minha bisavó era curiosa, minha vó é curiosa e a minha mãe também. Portanto, eu só tinha de ser assim. Esse blog de lorotas que vos fala tem sido o meu melhor (e único) hobby. Gosto muito de escrever sobre trivialidades, sentimentos, fatos, e gosto mais ainda de saber que ao menos dez pessoas por dia me lêem. Agora, o que eu não gosto é não saber quem são essas pessoas. Não que eu não goste, mas eu gostaria muito mais se eu soubesse quem são. Se eu pudesse me tornaria amiga delas e trocaria ideias. No post do Alemão eu já deixei isso claro: gosto de ter intimidade com os meus leitores. Não vou ficar aqui implorando por comentários nos posts, obviamente. Contudo seria muito interessante saber quem anda me lendo e um fidibequizinho também pra variar. Por exemplo, essa semana alguém leu vários textos do blog, inclusive o primeiro que eu postei. Se leu mais de dois é porque não são tão ruins assim, né? Só que eu queria saber se ela vai voltar... sim, além de curiosa, sou carente também. Volta, vai...

domingo, 11 de setembro de 2011

Pica-Pau: a babá moderna

Já paguei língua por um monte de coisa que falei. Quem nunca pagou, não é verdade? Mas a mais recente dela é o fato de relegar o meu filho à televisão. Eu confesso. O ideal seria brincar com ele de jogos educativos, no quintal, ou ler histórias... Acontece que é tão mais fácil deixá-lo entretido com o Pica-Pau. Toda criança adora Pica-Pau. Até hoje eu gosto (se bem que eu desconfio às vezes que meu lado criança e adolescente continuam latentes). Ele fica até uma hora inteira na frente da tevê rindo das travessuras do passarinho de topete vermelho. E uma hora em termos de Pedro Paulo é um recorde mundial. Quem o conhece sabe que é um pouquinho (muito) inquieto. Foi um trabalho árduo ensiná-lo a assistir televisão. Tudo começou com Patati e Patatá. Trouxe um dvd pirata da feira e coloquei no player há um ano mais ou menos. Foi amor a primeira vista! Aquelas cores, aquela música, aquelas crianças,... tudo tão lindo... mas durava tão pouco... no máximo, dez minutos. Daí passamos para o Chaves. Graças ao Cartoon Network ele podia desfrutar do Chaves quatro vezes ao dia. Era só eu andar para o lado da tevê que ele começa "Mamãe, pi-pi-pi. Mamãe, tá-tá-tááá!". Entre os favoritos estão também Dora, a Aventureira, A Galinha Pintadinha, Xuxa Só Para Baixinhos 2, Tom e Jerry, O Menino Maluquinho e WordWorld. Repetidos uma, duas, oito, trinta e três vezes ao dia. Decorei todas as músicas e falas dos personagens, mas tudo bem.

Eu não tenho mais televisão só para mim. Não sei quanto tempo tem que eu não assito a um filme ou um programa inteiro na tevê que não seja voltado para ele. Tá pensando que ser mãe é só ganhar presente no segundo domingo de maio? São coisas pequenas como o controle da tevê, uma parede rabiscada, uma panela amassada, um sofá rasgado, uma noite mal dormida, entre outras coisas, que dão sentido a esse relacionamento divino.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Formol

Ah, meu formol, meu formolzinho... Como dependo de você... Uma vez unido a cremes e outros produtos dá origem à MARAVILHOSA ESCOVA PROGRESSIVA (tudo em caixa alta mesmo que é para ostentar ainda mais a sua importância). Agora compreendo porque falta comida na mesa de algumas mulheres, mas não falta aquela visitinha periódica à cabeleireira. É o bendito formol. Uma vez colocado por sobre nossas cabeças é impossível voltar a viver sem ele. Esse aldeído, também chamado de metanal, até pouco tempo era conhecido somente como conservante de gente morta, contudo as peripécias que ele realiza em nossos cabelos nos traz muita vitalidade. Pode parecer exagero, entretanto, é a progressiva que nos permite entrar na água salgada do mar, cair em piscinas, andar de motocicleta e até mesmo passar a mão por entre os cabelos. Acredite, há muitas mulheres que sonham poder fazer essas coisas e não querer esconder a cabeça como um avestruz depois.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Acontece

Marcos a conhecera num bar em Ipanema. Uma viagem de negócios. Uma caminhada a noite pela calçada... para espairecer. Uma mulher inebriante tomando um martine sozinha no bar. Puxou o ar para os pulmões. O que tinha a perder? Absolutamente nada. Quarenta e dois anos. Divorciado há três. Bom emprego. Boa casa em Goiânia. Bons filhos. Tudo muito ameno. E, de repente, aquela mulher... inebriante. Era essa a palavra: i-ne-bri-an-te. Os ébrios vêem coisas que os sóbrios não vêem. Os bêbados conversam com o que há de mais recôndito na pensamento das pessoas. Pessoas bêbadas se deixam demonstrar. E por isso, enxergam melhor. E naquele momento ele via muito além da mulher loira de vestido e batom vermelho sentada no bar e bebendo um martine. Seria tudo muito clichê, se não fosse aquele magnetismo que o convidava a entrar no recinto.
Entra. Senta-se ao lado dela olhando para as taças na parede do bar. Fixamente.
-Não sei. Esperando algo interessante acontecer.
Sem mover o corpo, apenas a cabeça olha para ela e constata que aquelas palavras tinham sido para ele.
-Como?
-Eu sei que você se perguntava o que uma mulher tão bonita está fazendo aqui sentada, bebendo sozinha...
"Meu Deus, que voz sensacional!" - pensou Marcos. Sentia como se cada som daquelas palavras percorresse seu corpo e adentrasse todos os espaços, preenchendo-o.
-Não vou dizer nada. Se quiser, pode ficar aqui...
E ficaram alí por três horas sem trocar nenhuma palavra sequer. Um uísque para ele, outro martine para ela, outro uísque, mais um martine,... ambos mudos, inertes...
Ele resolve ir embora. Ela o acompanha. Sem palavras, sem gestos afetuosos, sem intimidades, caminham pela calçada. Estão assim apenas pela companhia. Não querem estar sozinhos. Mas também não querem conversar. Medo de estragar aquele momento agradável de silêncio e cumplicidade. Talvez outro dia conversemos. Talvez...

(*Não sou dada a histórias, mas de repente me deu vontade de escrever uma... Talvez eu a continue... Talvez...)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O banco do carro

Vamos combinar o seguinte: quando entrar no meu carro, não mexa na regulagem do banco. Ok? A menos que você tenha pernas muito, muito compridas que não caibam no espaço reservado a você. Ainda assim dirá educadamente "Ana, posso chegar o banco um pouco para trás?" Aí sim, após o meu consentimento você poderá deslocá-lo. A razão disso é o simples motivo de que eu não gosto que os bancos do meu carro fiquem desalinhados. Não, eu não tenho TOC! Essa é a única mania que eu tenho. A minha educação não me permite falar, mas não gosto nem um pouquinho quando alguém entra no meu carro como passageiro e vai logo chegando o banco para trás e reclinando ele! Vá a minha casa, abra a geladeira, tome água no bico na garrafa e feche a porta com o pé, mas não mexa no meu banco. Vá ao meu banheiro, urine na tampa e ao redor do vaso, mas não mexa no meu banco! Jogue um milhão de toalhas molhadas sobre a cama, mas pelo amor de Deus não mexa no meu banco!!!

Lembrei de postar sobre isso hoje porque ao entrar no meu carro, percebi que alguém tinha desarrumado a minha regulagem. Sabe o quanto é difícil encontrar a regulagem correta? O jeito ideal que suas pernas não fiquem nem esticadas demais, nem encolhidas. Que o encosto do assento fique agradável de se sentar? Fica aí a dica, amigos. Ao entrar no meu carro como passageiro não toque nas alavancas. Se entrar para dirigir, deixe tudo exatamente no lugar quando sair. Tenho dito!

sábado, 3 de setembro de 2011

Agradecimento aos homens

Toda mulher, em algum momento, deveria agradecer ao homens que passaram ou permacem na vida delas. O 8 de março é aclamado e comemorado, mas ninguém dá moral para o Dia do Homem... a propósito, que dia mesmo se comemora essa data? Se é que ela existe mesmo.

Enfim, nesse momento solene desse blog de lorotas quero fazer um agradecimento solene a todos os homens que conviveram e convivem comigo. Primeiramente, agradeço ao Pedro Paulo por encher meus dias de alegria e vida. Agradeço ao meu pai pelos sábios ensinamentos: rapadura é doce, mas não é mole, não; a vida é dura só pra quem é mole; onde o pote quebra, a rodia fica; quem não puxa saco, puxa carroça... e outras tantas lições que são bem mais que ditados populares: não matarás; não furtarás; não cobiçarás o alheio; não cometerás adultério... Agradeço também aos homens que me amaram ou aqueles que apenas gostaram de mim e demonstraram seu afeto tornando meus dias alegres... Aos meus amigos (homens), que por meio de conversas infindáveis,contribuiram para que eu compreendesse um pouco mais desse enigmático mundo masculino, pensado por duas cabeças...

Tenho de agradecer aos anônimos, que nem por isso são menos importantes. Obrigada rapazes que olham de soslaio quando passo e me acham bonita e me elogiam. Não posso deixar em momento algum de agradecer também aos homens que me fizeram sofrer, que me deram o fora, que disseram que eu era uma mulher maravilhosa, que todo homem adoraria namorar, mas naquele momento não queria nada sério... À vocês meu muito obrigada, seguido de uma banana e um "baby, baba!". Obrigada àqueles que se fizeram de difíceis e àqueles que se fizeram de desentendidos. Vocês me fizeram um graaaande favor, babacas!

E, por fim, obrigada homem da minha vida. Por existir.