domingo, 31 de julho de 2011

Culinária: Galinha recheada

Para quem pensou que esse blog fosse apenas de lorotas, aqui vai um trunfo que eu estava guardando na manga! A Lorota da Rosa também é gastronomia! E da mais requintada! A nossa receita de hoje, como o título do post já disse, é uma galinha recheada de farofa. Há dois modos de realizá-la e escreverei os dois aqui. O primeiro são para aquelas pessoas com menos tempo, cujas atribuições rotineiras não permitem pratos muitos sofisticados. Já a segunda exige um pouco mais de dedicação e trabalho. Vamos lá.

1º modo:
-Mate a galinha. Sim. É imprescindível que ela esteja morta para a facção do prato.
-Depene a galinha. Pode-se fazê-la com a penas, só que as penugens ficam entre os dentes quando comemos, como fiapos de manga, por isso não é legal.
-Tire as tripas e tudo o mais que você não tiver coragem de comer. E tempere o que sobrar.
-Em seguida, prepare a farofa da sua preferência.
-Encha as cavidades da galinha com a farofa. Não precisa ter pudor de enfiar farofa em TODOS os buracos.
-Beleza. Coloque numa travessa e ponha no forno para assar.

2º modo:
-Cative a galinha. Seja amiga dela. Convide-a para jantar e faça com que ela coma muita farofa.
-Se for preciso, dê-lhe um pouco de vinho.
-Certifique-se de que ela está abarrotada de farofa.
-Agora, coloque-a no chão e vá tocando e falando shhiitt, shhiiit... até ela entrar no forno.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Uma bunda e dois peitos

Mulher é muito engraçada. Depois de passadas as situações é que consigo enxergar o quanto somos paradoxais. O corpo feminino é assunto para muitas conversas e demonstrações. Essa semana passei por duas cenas no mínimo estranhas (dado o local que se passaram e que não posso revelar). Na primeira uma amiga me mostrou a bunda alegando que não tinha nenhuma celulitezinha sequer:
-Eu não tenho celulite na bunda. Você quer ver?
-Não, obrigada. Eu acredito em você.
-Mas eu vou te mostrar!
E abaixou as calças.
Depois - não no mesmo dia, porque é muita emoção para um dia só - outra amiga me disse que tem vontade de fazer cirurgia nos seios...
-Olha só! Eles são grandes demais...
-Menina! Bota esses peitos pra dentro!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Música

A primeira vez que ouvi Rolling in the deep da Adele eu me emocionei muito. Apesar de não compreender inglês, o ritmo, a batida, a força e a imposição da voz mexeram comigo. Não canso de ouví-la. Ouço, re-ouço e torno a ouvir e não vou sossegar enquanto não estiver tocando-a (e cantando) no violão. Quando procurei pela letra e pela tradução pude entender porque ouve tanta sinergia entre nós.

We could've had it all
Rolling in the deep
You had my heart inside of your hand
But you played it
To the beat

terça-feira, 26 de julho de 2011

Porque menino é menino...

Pra quem acha que só Jesus faz milagres, saiba que meu bebê também é um excelente multiplicador de coisas... um pouco mais pragmático, é claro: se ele tem um brinquedo, joga no chão com bastante força e logo terá dois brinquedos! Domingo mesmo ele transformou meu óculos em dois monóculos novinhos sem muito esforço... Foi apenas um crec! e vualá! Um monóculo para usar de dia e outra para a noite! Magnífico!

Outra lição importante que aprendi com ele também é que devemos estocar para o inverno, pois nunca sabemos o quão rigoroso será (ou quando vão clonar o nosso ticket alimentação). Há alguns dias atrás lhe dei um pedaço de chocolate à noite e ordenei:
-Senta lá no sofá pra comer seu chocolate.

Ele foi, ficou lá uns minutinhos e voltou. Pedindo mais. Não dei, é óbvio. Chocolate não é coisa que se coma a torto e a direito, muito menos a noite.

No outro dia pela manhã, quando entreguei a mamadeira para ele vi que ele estava comendo o pedacinho de chocolate que eu havia dado no dia anterior. Sofá: despensa de menino. Prova disso foi ontem no almoço quando dei uma asinha de frango para ele comer. Foi lá fora e a ofereceu ao coelho (que não aceitou), colocou em cima da cadeira, pegou um brinquedo, brincou, brincou, brincou, pegou a asinha de frango na cadeira, se sentou no sofá e pronto.

Lá pelas quatro da tarde tá lá o moleque mastigando a tal da asa do frango, que certamente ele guardou em algum buraquinho do sofá!

Tenho até medo do dia em que o sofá for para a reforma! Acho que o tapeceiro encontrará uma colônia de seres mutantes lá dentro, venerando a foto do seu líder, que não será ninguém mais, ninguém menos que o Pedrão, que lhes proporcionou meios de sobrevivência.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Meia-calça preta

Você já sentiu saudade daquilo que nunca viveu? Eu já. Sinto saudade do tempo em que eu morava num lugar frio, onde podemos vestir roupas quentinhas e sair super elegante pelas ruas. Mas desde sempre vivo nesse cerradão de meu Deus, que só faz frio quinze dias por ano.

Ontem quis me dar o luxo de ir um pouco mais chic para o banco e coloquei saia, scarpin e meia-calça preta. E te digo: meia-calça preta é fetiche de muitos homens. Os olhares eram inevitáveis. Eu sei que parece um pouco estranho. Lá fora um calorão e eu lá dentro de meia-calça. Mas eu queria usar e pronto! Vou ter de esperar a boa vontade do tempo esfriar para eu me vestir bem? Ou terei de pegar um avião e ir para o sul? Não é justo!

Sobre o fetiche dos homens por meia-calça preta tenho outra consideração a fazer. Ouvi um comentário ontem dizendo assim: Seja o qual for o propósito dessa mudança de visual da Ana, veio em boa hora! Meu ego inflou como um baiacu.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Trânsito V: taxistas

Não suporto taxista. Exceto o pai da minha amiga, que antes de ser taxista é pai da minha amiga e, portanto, gostável. Mas os demais... pif!!! Esses serezinhos ignóbeis (exceto o Seu Pai da Minha Amiga) são bipolares no trânsito.

Quando estão sozinhos no táxi andam como uns desvairados ultrapassando pela direita, pela esquerda, por cima e por baixo. Buzinam quando lhes atrapalhamos. Passam nos sinais vermelhos. Dirigem como se eles fossem quem mais entendessem de trânsito na cidade, na Terra e no Espaço! Acredito que fazem essas peripécias até pegarem seus clientes...

...porque depois que entramos no táxi... eles andam lentamente... param em todos o sinais... escolhem as ruas com mais semáforos... E as reticências são propositais para dar essa noção de morosidade... Exceto pelo taxímetro, é claro! Que continua no mesmo ritmo frenético de quando eles andam sozinhos.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Perguntas cretinas

Lembra-se do Saraiva? Pergunta idiota, tolerância zero! Meu ídolo! Trabalhar em um banco e atender dezenas de pessoas todos os dias nos rende um bocado de histórias pra contar. Contudo nada se compara às perguntas descabidas de alguns clientes. Preparei uma pequena seleção das respostas que eu gostaria de dá-los, mas que minha ética não me permite (ainda).

-Assine aqui, por favor.
-Quem? Eu?
-Não. Um espírito incorporado no senhor. Psicografa aqui pra mim.

-Assine aqui, por favor.
-Onde?
-Aqui. Bem onde eu coloquei o "x".

-Assine aqui, por favor.
-Meu nome?
-Não. Assina o meu!

-Digite a sua senha, por favor.
-A de letra ou de número?
-O senhor está vendo alguma letra aí além de ENTRA ou CANCELA?

-Digite a sua senha, por favor.
-A de letra ou a de número?
-A de letra, senhor.
-Mas não tem as letrinhas aqui!
-Então digita a de número, senhor!

-Digite a sua senha, por favor.
-Todos os números?
-Não. Digita só o primeiro e o último pra ver se dá certo.

-Digite a sua senha, por favor.
-Todos os números?
-Não. Só os dois primeiros.

-Qual o número do seu telefone, senhor?
-Qual? O meu?
-Não. O meu. Fala aí o número do meu telefone. Vamos ver se você sabe.

-Aqui, senhor, mil reais. Vinte notas de cinquenta.
-São todas verdadeiras?
-Não. Tem uma falsa aí no meio. Mas eu duvido que o senhor saiba qual é.

-Aqui, senhor, mil reais. Vinte notas de cinquenta.
-São todas verdadeiras?
-São sim, senhor. Eu mesma as fiz.

domingo, 17 de julho de 2011

Cebolas


No primeiro filme do Shrek ele disse ao Burro que somos como cebolas. Feitos em camadas. É verdade. Eu, por exemplo, sou feita de camadas. A primeira é a mais grossa de todas. Poucos conseguem penetrá-la. Os que conseguem logo dizem: "Nossa, Ana! Eu pensava que você era completamente diferente! Você é legal, mas à primeira vista é tão séria..." E eu respondo com um leve sorriso nos lábios que o meu mundo tem entrada restrita.

Lembrei disso hoje quando descascava uma cebola para o almoço. A primeira camada estava completamente podre! Mas depois de retirá-la constatei que todo o resto estava intacto e são. Há uma membrana fininha que separa uma camada da outra. Será que é essa membrana que não deixa que a podridão de uma camada se espalhe pelas demais? Não sei. Meus conhecimentos em biologia são parcos. Contudo, entendo de gente, ao menos um tiquim, o suficiente para afirmar que é bom ter cautela com as camadas das pessoas. Às vezes, temos a oportunidade de conhecer pessoas que tem camadas podres bem no meio da cebola e ficamos decepcionados com elas. Mas o que quero dizer aqui realmente é que depois de uma camada há outra, que talvez seja melhor.

sábado, 16 de julho de 2011

Dê relevância ao que é relevante

Parei de chorar olhando para o espelho. Houve um tempo em que eu chorava todos os dias. Achava que minha vida era a pior que existia e não sabia que ela estava ruim porque eu a fazia assim. Me ver chorar era auto-comiseração, como uma auto-afirmação do quanto eu fui injustiçada, maltratada, esnobada, desprezada, mal amada, e todos os "adas" negativos possíveis.

Hoje quando meu filho cai, não dou muita atenção para o tombo dele. Falo apenas "que isso, meu filho? Tombinho a toa! Não foi nada, não! Levanta! Vai brincar!" Isso foi uma lição que aprendi recentemente: quanto mais importância damos às coisas ruins que nos acontecem, mais proporção elas ganham dentro do contexto.

Ainda choro quando fico triste. Porque é humano se permitir ficar triste. Mas não permito que esse sentimento se aposse de mim e more no meu coração como um parasita. Por isso eu digo que nada acontece na nossa vida fora do tempo. A maternidade tem sido uma dádiva em termos de aprendizado e crescimento para mim. Como eu descobriria tudo isso se eu não tivesse engravidado naquela ocasião? Como seriam meus dias sem a presença irradiante do meu filho amado? Certamente, mais opacos.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sarcasmo S/A

Meu humor é sarcástico. Muitas pessoas já fizeram mau juízo a meu respeito por não entenderem que em determinadas situações eu estava só brincando ou tirando um sarro de alguém. Meus amigos - mas os verdadeiros mesmo! - sabem do meu sarcasmo e me aceitam como sou. E fico contente porque eles sim compreendem as minhas tiradas.

Lembrei disso hoje ao dar uma resposta a um pedinte no semáforo. Acho que para ele soou como arrogância, mas não era! Eu estava de ótimo humor e aproveitei para extravasar isso.
- Posso falar com você, moça?
- Você já está falando, moço.

Há uma outra também que eu a-do-ro!
- Posso te fazer uma pergunta?
- Oooutra?!! Mas você já acabou de fazer uma!

A minha grande vantagem é que falo as coisas com um tom sério na voz (seriedade, a propósito, é o meu carma), o que faz com que as pessoas não entendam que se trata de uma piada e fiquem me olhando com cara de espanto. Ontem no banco, um rapaz foi descontar um cheque do próprio pai. Fiz tudo de praxe, conferi assinatura, colhi o endosso e depois de passá-lo na leitora:
- O cheque tá sem saldo.
- O quê?
- Não tem dinheiro na conta pra pagar o cheque.
- Tá falando sério??!!
- Tô.
Ele coçou a cabeça e quando pegou o celular para ligar para o pai (suponho), eu autentiquei o cheque e disse:
- Tava brincando, moço.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Perdão, posso ajudar?

Ontem refleti muito sobre o ato do perdão. Cheguei à conclusão que perdoar é um dos atos mais difíceis de realizar. Somos humanos e, portanto, imperfeitos. Estamos sujeitos a falhas a todo instante e uma hora outra ou fazemos algum mal a alguém ou alguém nos faz algum mal. Esquecer, perdoar, por uma pedra em cima de tudo é quase impossível e aqueles que o conseguem fazê-lo são verdadeiros heróis. O ressentimento é como uma erva daninha daquelas que crescem nas menores rachaduras do asfalto. Uma brecha qualquer serve para que a mágoa ou a lembrança venha à tona.

Juro que gostaria de perdoar todas as ofensas que já proferiram contra mim. Todas as vezes que me fizeram chorar. Todos os pedidos negados. Todas as palavras ditas e não ditas. Dizem que o melhor caminho para começar a perdoar alguém é pedindo-lhe perdão. E, realmente, quando pedimos a alguém que nos perdoe é como se puséssemos parte da nossa culpa para fora. Tipo faxina em casa, sabe? Às vezes, temos de tirar nossos próprios móveis do lugar para limpar a sujeira que está debaixo.

Mas o perdão só faz sentido (ao menos para mim) quando a outra parte tem ciência de que foi perdoada. É meio confusa essa minha opinião, mas tentarei ilustrá-la. Há uma semana faleceu uma amiga minha que eu gostava muito. E dois dias antes de ela falecer eu havia estado no trabalho dela, mas não a vi, não fui até a sala dela para dar-lhe um "oi" sob o pretexto de que estava com pressa e depois eu voltaria lá e a veria. Quando soube da notícia que ela havia falecido, lembrei na hora que eu não a vi quando tive oportunidade. Assim é o perdão. E se a pessoa morrer antes de você dizer que a perdoou? Não se sentirá culpado de não ter proporcionado essa alegria a ela? Sim, pois ao menos para mim, quando perdoam minhas falhas eu me sinto feliz e disposta a não errar novamente.

Em momento algum eu disse que tudo isso que eu escrevi acima é fácil ou simples. Contudo, é o tal processo de evolução que temos de passar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Trânsito IV: Bicicletas e motos

Este post é dedicado a um colega blogueiro que sugeriu que uma possível solução para o meu problema com trânsito seria o uso da bicicleta. Amigo, você não tem idéia do que é o caos no trânsito antes de conhecer Goiânia! Penso que um ciclista aqui se sente como um torcedor do Iranduba (time da segunda divisão do Campeonato Amazonense) num jogo no Maracanã contra o Flamengo. Bicho! É assustador! Me pélo só de pensar em montar numa magrela pra ir ao trabalho. Falo isso porque eu mesma detesto ciclistas e motociclistas. Acho que eles são uns abusados por insistirem em usar vias que foram feitas para os carros.

Serei ainda mais franca. Peço que se não suportarem idéias tresloucadas, fortes e altamente violentas parem de ler por aqui. Sabem o Counter-Strike? Pois é! Se tivesse sido eu quem o inventou, o objetivo seria derrubar motoqueiros e ciclistas de seus veículos em vez de ficar matando terroristas. A gente ia rodando pelas ruas no nosso veículo e pow! pá! puf! lá iam essas espécies para o chão. No meu jogo eles não morreriam. Só teriam hematomas e escoriações leves para parar de serem metidos a besta e ficarem se enfiando na nossa frente, ultrapassando pela direita, quebrando os retrovisores e tudo o mais.

P.S.: No primeiro texto sobre trânsito eu comentei essa minha tendência à Sra. Volante. Não se surpreendam.

domingo, 10 de julho de 2011

Pérolas do cancioneiro infantil

Eu confesso que até hoje não sei o Hino Nacional todo. Não foi por falta de querer aprender, no entanto, como ele foi escrito há muito, muito, muito tempo eu sempre achei a linguagem por demais rebuscada e desatualizada. As proparoxítonas foram meu ponto fraco: plácidas, raios fúlgidos e vívidos, límpido, flâmula, impávido colosso (lembrava sempre da TV Colosso, na Globo), esplêndido, lábaro,... E há outras palavras que até hoje me deixam olhando para cima enquanto canto: penhor dessa igualdade (só lembro de penhor de jóias no banco), fulguras, garrida, clava forte e florão da América (o que seria um florão, meu Deus?! Me ensinaram que uma flor grande era uma florzona, mas nunca me disseram que ela tinha um companheiro!). Nada disso fazia (e continua não fazendo) parte do meu cotidiano. São expressões completamente démodées.

Selecionei outras músicas e ditados infantis, uma vez que agora fico minutos e minutos a fio assistindo vídeos infantis da Xuxa, Galinha Pintadinha, Chaves e Patati e Patatá. Fico ouvindo a letra das músicas e imaginando coisas... algumas tenebrosas, que espero que o Pedro não imagine tão cedo.

Enganei o bobo, na casca do ovo – Já que é um bobo, você pode enganá-lo em qualquer lugar. A casca do ovo só foi a escolhida porque dava uma rima legal. Mas podia ser também “na toca do lobo”, “na cara do ogro” ou “em cima do toco”. Portanto, não se acanhe em mudar as letras daquilo que você não gosta. Ser diferente tá em alta! Imagine todo mundo cantando “Enganei o bobo, na casca do ovo...” e você solta um “Enganei o bobo, em cima do toco...”

A barata diz que tem sete saias de filó, é mentira da barata, ela tem é uma só – Ensina a criança a não acreditar nas pessoas. Passa a elas a imagem de uma barata falsa e mentirosa que só quer enganar as pessoas. Estamos construindo um mundo de pessoas desconfiadas.

Vaca preta pulou a gaveta, quem conversar primeiro vai comer a bosta do capeta – Ou seja, se você conversar será o mais desprezível entre os desprezíveis comedores de cocô. As fezes do Coisa Ruim são o que de pior a imaginação das crianças consegue elaborar? Eu sugeriria a elas “quem conversar primeiro é amigo de Suzane Von Richthofen (ou Alexandre Nardoni)”. Não tem rima, mas certamente é mil vezes pior que a ‘bosta do capeta’.

Cinco patinhos foram passear, além das montanhas, para brincar, a mamãe gritou: Quá, quá, quá, quá, mas só quatro patinhos voltaram de lá. - Que tipo de mãe desnaturada deixa os filhos saírem assim? E o pior, ela só sai para buscá-los quando não volta mais nenhum patinho! Quer dizer, enquanto eu tiver um, tô no lucro! Ainda recebo o Bolsa Ninhada!

Casinha de bambuê, enfeitada de bambuá, auê, auá, quem mexer primeiro sai! – Alguém poderia me dizer ou me mostrar que diabos é um bambuê e um bambuá??? Não consigo imaginar como é uma casa feita de bambuê e enfeitada de bambuá, me perdoem... A nossa intuição nos faz acreditar que seja algo parecido com bambu, mas nem sempre devemos seguir essa lógica, pois poderíamos pensar que pênis é uma espécie de esporte ou um calçado, por exemplo.

Atirei o pau no gato, mas o gato não morreu – Crime doloso! Ou seja, a pessoa tinha a intenção de matar o gato e havia planejado o ato meticulosamente. Isso fica evidente quando o sujeito usa a conjunção adversativa “mas”, demonstrando que ele ficou decepcionado pelo gato não ter vindo a óbito naquela circunstância.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Trânsito III

Eu estou numa pista de sentido único cuja sinalização permite que se trafegue até a 50 km/h. Então lá vou eu no meu Pálio envenenado na pista da esquerda a uns 65 km/h, quando de repente, não mais que de repente surge uma lesma à minha frente disfarçada de Vectra. Dou uma piscadela de luz alta para que ela perceba que aquela pista é para quem quer andar um pouquinho mais ligeiro e desejo passar. Mas o condutor do carro da frente demonstra-se indiferente ao meu anseio. E porque eu não ultrapasso pela pista da direita? Porque está cheia de carros andando lentamente, é óbvio!

Então, me aproximo mais do carro até quase morder-lhe o para-choque traseiro e dou outra luz alta. Tudo em vão... Avisto logo adiante um semáforo - desses que depois de fechado demoramsegundos eternos para abrir. E parece que não só eu sei que ele demora mais que o tempo normal, pois tão logo o sinal ficou amarelo, a desgrama do Vectra acelerou e passou com o ele ainda amarelo e me deixou presa no sinal vermelho.

Daí apertei aquele botão laranja e roxo que fica no painel do carro e dois compartimentos ao lado do farol de milha se abriram e saíram de lá duas flechas que foram em direção ao Vectra (já do outro lado do cruzamento) e furaram os dois pneus traseiros dele.

Quando o eterno sinal abriu e saí com meu Pálio envenenado e devidamente equipado, passei pelo condutor do Vectra (com as duas mãos na cabeça e olhando para os pneus furados) e falei:
-Falou, hein! Otááário!!!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Profissão: compositora

Postei a música (?) (tenho lá minhas dúvidas) da Mulher Melão logo abaixo porque não quero me misturar com essa gentalha! Gentalha! Gentalha!

Não que eu não goste de funk. Danço! Danço, sim! Nem com a letra (!) da música eu me importo muito. Essas paradas de trocar o corpo por coisas materiais não é novidade pra ninguém. O que me deixa assim... meio besta, são as fórmulas de fazer a música (?), ou melhor, o funk. Essa repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição, repetição,... Tá vendo? Até eu já to compondo!

E a fórmula é muito válida. Os Havaianos que o digam! Sabem aquela música "Qual é o pente que te penteia?" Pois é! Ele voltou com gás total e ninguém segura esse pente! O YouTube taí que não me deixa mentir.

Por falar em música, a Nega do Cabelo Duro do Beto Barbosa é uma moça muito infeliz, não é mesmo? Além de todas as peripécias pelas quais ela deve ter passado (porque, francamente, sabemos que há o racismo, principalmente nas escolas), ainda pegam-na para passar batom VIOLETA na bochecha! Imagine uma afrodescendente, de cabelos para cima, correndo pelas ruas de bochecha violeta. Na segunda parte do refrão, não satisfeitos com o infortúnio da garota querem pintar a porta do céu (?) dela de azul. Com um histórico de letras desse no nosso cancioneiro popular, não me surpreende o você, você, você, você, você, você quer...



Ah, o post foi sugestão do Leo. Obrigada, mo bem!

Quero não, obrigada...

Você quer


Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?

Você quer?

Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim

Eu sou a Mulher Melão
O meu ritmo é assim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim

Quero por silicone
Quero carro importado
Quero cordão de ouro
Quero roupa de marca

Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim
Paga pra mim, paga pra mim, paga pra mim

Eu vou te seduzir
Eu vou te deixar louco
Vou fazer você gastar todo dinheiro do seu bolso

Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?

Quer? Você quer?

Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim

Mas eu não sou mercenária
Os homens é que são "facinho"
Fazem o que as mulheres querem
Só pra ter nosso corpinho

Só pra ter nosso corpinho

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Somos todas pamonhas

O que escreverei a seguir trata-se de uma metáfora. Portanto, se você não tem o mínimo poder de abstração e não consegue interpretar textos... tsc, tsc, tsc... so sorry.

Hoje ao entrar pela terceira vez - essa semana - numa pamonharia a procura de (adivinhe) uma pamonha, a atendente disse sorrindo: “Chega mais cedo um pouquinho amanhã.” Saí de lá indignadíssima querendo mais que tudo comer a droga daquela pamonha que nunca tem e sempre acaba antes de eu chegar. Aposto que o povo da pamonharia mocoza o produto para superfaturá-lo. Não precisa sacar muito de economia pra entender a lei da oferta e procura. Além do mais, como se explica aquelas pamonhas fritas que ficam lá esperando algum esfomeado para querê-las? Você chega pedindo uma pamonha cozida, quentinha, com muito queijo no meio e eles te oferecem a tal pamonha frita - que obviamente sobrou do dia anterior – dentro da estufa há horas e, portanto, engordurada e fria.

Todavia eu tenho maravilhoso dom da empatia e consigo me colocar no lugar da pobre pamonha frita. Já no fim de carreira... Teve seu auge de pamonha cozida e quentinha, mas não foi devidamente valorizada na época e só lhe restou a gordura quente, a superfície bronzeada e, consequentemente, a estufa. Fica ali a mercê de algum cliente com muita fome. Ou talvez, não! Porque nem todo mundo gosta de pamonha cozida, tem aqueles que preferem as fritas e acham uma delícia aquela gordurinha escorrendo pelo canto da boca. Segundo esses clientes não há nada melhor do que uma pamonha frita fria com uma xícara de café quentinho.

Lembrei de uma piada!
A rosa para a couve-flor:
- Nem sei como te chamam de flor! Você é feia, desengonçada, grande, sem graça, gorda e sem perfume. Flor de verdade sou eu! Uma rosa linda, com um vermelho intenso, delicada e perfumada.
Sem fazer muita conta dos comentários a couve-flor retruca:
- AaloOouu! De que adianta tanta beleza, se ninguém te come?

terça-feira, 5 de julho de 2011

Trânsito II

Decididamente sou a Sra. Volante! Não sirvo para dividir espaço com outros carros, literalmente. Sou filha única. Sempre tive o que é meu muito claro para mim e o fato de não ter uma pista só para mim ou uma vaga de estacionamento só para mim me incomoda muito. Tanto a ponto de ter uma louca vontade de pegar um prego e sair riscando os carros alheios como uma neurótica! Mas eu me contenho...


O episódio de hoje trata-se da vaga do estacionamento. Sabe-se que aquelas vagas pintadas com linhas paralelas umas às outras no solo medem um tanto que caibam um carro e dê para abrir as portas e sairem o condutor e o carona, ? Contudo, quando um desavisado motorista resolve não distribuir o espaço uniformemente, uma das duas entradas do carro pode ser prejudicada, ? Aconteceu que chegando ao estacionamento hoje, o carro à direita da minha vaga estava posicionado em cima da linha. Mentira! Uns 20cm dentro do meu espaço. Mas eu queria AQUELA vaga! E coloquei o meu carrinho ali na minha vaguinha, encostadinho à porta do carrinho da direita, de um jeito que se o motorista do lado quisesse entrar teria de fazê-lo pela porta do carona!


Eu sei que isso é feio e não se faz! Mas eu queria AQUELA vaga e se eu chegasse mais para a esquerda quem teria problemas para sair do carro seria eu... Me perdoem o egoísmo e o senso de justiça, vai! Mas foi ele quem estacionou primeiro! Foi ele!

domingo, 3 de julho de 2011

Lorotas a rolar!

Meu blog fez um mês! Êêê!!! Parabéns para ele pelas suas quase 400 visualizações!!!!

Nesse mês aprendi coisas bem interessantes nesse blog. Descobri que não devemos escrever tudo sobre todos, porque a minha liberdade termina onde começa a do outro. Descobri que quanto mais sacana for o título mais acessos ele terá. Descobri que assuntos de relacionamento são os que mais dão Ibope e as pessoas gostam mesmo é de ver a gente se ferrar e ferrar gostoso! Descobri que as minhas experiências se repetem em outras pessoas e é bom falar sobre elas para que todos saibam que não estão sozinhos no mundo das merdas. Descobri que há pessoas muito mais sensíveis do que as imaginamos. Descobri que há público para todas as leituras.


Apesar de nem todos comentarem nos posts, sei que me lêem. E fico feliz e triste ao mesmo tempo ao ver que alguém visitou a minha página naquele dia e eu não tinha nem um post novo pra oferecer... Nesses cinco últimos dias estive ausente e hoje voltei com todo pique para lorotas. A decisão de fazer um blog foi para me exercitar, ao menos textualmente, já que não consiiiigo fazê-lo fisicamente. Vou continuar escrevendo. Alguns posts serão bons, outros nem tanto... e me sentirei muito honrada se você continuar me lendo e, se possível, me dê o retorno daquilo que estou fazendo. Tipo, quando uma mulher vai fazer academia ela quer ouvir nem que seja um "gostosa" do pedreiro da construção da esquina, ?


Boas lorotas a todos! Para aqueles que estão de férias... Boas férias!

Conselho de amiga, leitor

Gostaria de compartilhar com você, amigo leitor - sim, porque sei que quem lê esse blog são meus amigos e fico muito feliz por isso! - o atual estado de felicidade que me encontro. Não sei a que se deve, desconfio, obviamente, mas não tenho certeza.
Tem a ver com os 600 ml de auto estima que adquiri, mas vai além disso! É um sentimento de auto-afirmação e posicionamento no mundo. Tem a ver também com o seguinte:
"Reconcilia-te com todas as coisas do céu e da terra. Quando se efetivar a reconciliação com todas as coisas do céu e da terra, tudo será teu amigo. Quando todo o Universo se tornar teu amigo, coisa alguma do Universo poderá causar-te dano."
A partir disso me reconciliei com o meu corpo, por isso me acho mais bonita e consequentemente todos têm me achado mais bonita. E tenho recebido mais elogios e ficado mais alegre e agradecido mais e mais coisas boas me acontecem e cria-se um ciclo maravilhoso.
Portanto, eu digo para você, amigo leitor, faça o que você acredita que te fará sentir bem e você se sentirá bem. Liberte-se do que lhe faz mal. Agradeça sempre por todas as coisas e muito mais lhe será acrescentado.

O prazer revelado

Eu não sei como uma fotógrafa se sente, mas faço uma ideia. Imagine só: uma pessoa que tira fotos belíssimas de outras pessoas, faz com que momentos lindos sejam registrados lindamente por meio da luz correta, enquadramento que valoriza a paisagem, melhor ângulo e tal... Daí, a pobre fotógrafa pede para alguém, um transeunte qualquer, registrar aquele momento dela, com aquele cenário massa ao fundo e... pimba! O fotógrafo transeunte corta-lhe o rosto, o braço ou a orelha! Obviamente que as pessoas não tem obrigação de fotografar bem, afinal, agora que as câmeras digitais estão se popularizando. Mas pobre fotógrafa... ela também tem o direito de ter o seu momento registrado com o mínimo de dignidade.


Isso me fez lembrar do meu tempo de faculdade. Não sei tirar fotos profissionalmente (apesar de querer aprender, um dia...), mas na formação em Comunicação Social, tive a oportunidade de ter umas parcas noções de fótugrafia (como dizia meu professor, Thomas Hoag). Aprendi a tirar foto com com pinhole (aquela câmera feita com caixa de sapato) e o mais fenomenal: o processo de revelação. Hoje em dia falar em revelar fotos soa tão antiquado quanto falar em bater chapa, lambe-lambe, filme de 12, 24 e 36 poses, etc... Só se fala em impressão de foto digital em uma hora. Entretanto, eu acredito que eu fui presenteada ao aprender o processo de revelação de fotos. Quer ver só?


Primeiro a gente comprava os bagulhos, em 2004 já não era muito fácil encontrar. Filme, revelador, interruptor, fixador e papel fotográfico. Tudo em P&B*. Na faculdade a lei que manda é a Lei do Menor Orçamento, então tentávamos sempre aprender de um jeito que gastasse o mínimo de grana possível. Por isso, comprávamos um rolão de filme e tínhamos de dividí-los em rolinhos menores. Detalhe: tudo feito no mais absoluto breu. Nada, nadinha de luz. Só na base do tato. Então, saíamos para tirar as fotos. Eram três os exercícios de fotos em movimento, mas eu só lembro do panning, me perdoem. Quem sabe outro dia falaremos mais sobre isso?


Depois da fotos tiradas, vamos à revelação. Na salinha escura a gente colocava o filme dentro de uma latinha com uma espiral dentro. Tudo na base do tato e da técnica, se alguma coisa saísse errado perdia-se todas as etapas feitas até ali. Tínhamos de ter cuidado para que uma parte do filme não encostasse na outra. Daí, colocávamos o revelador nessa latinha à prova de luz e esperávamos agir a parada. Depois enxaguávamos e podíamos retirar os filmes revelados. Parece fácil quando descrito assim, ? Mas você não imagina quantas cenas de raiva e desespero eu já presenciei naquele laboratório de fotografia da Facomb.


(Se me permite, vou mudar o tempo verbal, tá?)


Agora, a parte da ampliação. É quando você vê seu filho nascer de fato. Depois de escolhida qual foto ampliar, colocamos o filme no aparelho e projetamos a imagem na bancada em branco. Ali determinamos o tamanho, focamos, enquadramos, ou seja, damos forma ao nosso produto final. Pronto, já pode colocar o papel. Liga a luz com a foto de novo e 1, 2, 3, 4, 5. Desliga. A foto já está no papel, apesar de não vermos nadica! É a alma da foto que tá lá.


Pegamos o papel com cuidado e o colocamos na primeira bandeja com o revelador. Então começamos a ver se formar a imagem que capturamos com a câmera. Ela vem surgindo, surgindo, ficando mais intensa e intensa até que atinge o ponto que você quer. Retira-se rápido dali e coloca no interruptor, senão ela vai ficar se revelando, revelando,... (assim como nós, não podemos nos revelar demais aos outros). Interrompeu o processo? Agora fixa! Passa-se a foto na bandeja com o fixador e em seguida podemos enxaguar na água mesmo. E, finalmente, pomos para secar.


Tá vendo o tanto de chance que uma fotografia revelada tem de dar errado? Por isso era tão gostoso. O desafio de fazer algo e no final das contas dar tudo certo, não tem preço. Por essa e outras eu guardo as minhas fotos com todo carinho do mundo. Num futuro, não muito distante, falarei desse processo para o Pedro e só espero que ele não me pergunte se naquele tempo não existia IPad.


P&B*- Preto e branco, black and white, saca?

Dormir de conchinha

Poucas pessoas têm o privilégio de dormir de conchinha. Uns porque ainda não encontraram a metade da laranja, outros porque são muito encalorados e não conseguem dormir agarrados com outra pessoa. Contudo, eu sou uma bem aventurada nesse quesito. Sou friorenta e suporto ficar enlaçada num abraço gostoooso por hoooras a fiiio. E meu partner vem se demonstrando muito hábil nessa arte também.


O companheiro em questão é meu filhote, antes que pensem qualquer coisa. O berço já está meio pequeno para ele e até que eu compre uma nova cama, ele é meu hóspede. Nem todo mundo pode saber o quanto é bom dormir uma noite inteira com o filho. Pois para alguns casais a cama é pequena demais para três, no meu caso, a minha king size está na medida certa para nós dois.


Vou tentar descrever o momento, mas por mais fiel e detalhista que eu seja, só experimentando pra saber. Nós nos deitamos, daí ele aninha a cabeça encima do meu braço, recostada no peito, de modo que eu posso sentir o delicioso cheirinho do shampoo Jonhson & Jonhson no cabelinho dele, ele puxa o edredon e fica segurando-o com a mãozinha, enquanto o pézinho dele se encaixa entre as minhas pernas para aquecer. A minha mão fica livre para fazer-lhe cafuné até adormecer e ali ficamos, um cúmplice do outro.